Minc anuncia ação para fomentar tecnologia verde

Ministro participa na Polônia de negociações da ONU sobre clima.

Eric Brücher Camara, BBC

11 Dezembro 2008 | 12h00

Na Polônia para a rodada final das negociações das Nações Unidas sobre o clima, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, lançou nesta quinta-feira a criação de uma aliança para fomentar o desenvolvimento de tecnologias não-poluentes em países em desenvolvimento.   Veja também:   Andrei Netto fala sobre a reunião de Poznan  Andrei Netto fala sobre a reunião de Poznan (2)  Andrei Netto fala sobre a reunião de Poznan (3)  Brasil fica em 8º lugar em índice de mudança climática Estudo diz que mercado de gases estufa cresceu 41% em 2008 Mudança climática pode elevar número de refugiados, diz ONU Plano federal prevê queda de 70% no desmatamento até 2018 Entenda a reunião sobre clima da ONU na Polônia Quiz: você tem uma vida sustentável?  Evolução das emissões de carbono    Acompanhe a reunião de Poznan  Página oficial da conferência    Batizada de Atia (Aliança Tecnológica para Inovações Antiaquecimento), a iniciativa brasileira - que ainda está em fase inicial - pretende criar parcerias para possibilitar a transferência de "tecnologias adaptadas à realidade de cada país", em parte com recursos provenientes do mercado de carbono nos países ricos. "Isso talvez dê corpo a essa idéia geral da transferência de tecnologia que não colou", afirmou Minc, na cidade polonesa de Poznan, dizendo já contar com o apoio dos governos da Alemanha e da Noruega. O ministro se referia a um dos impasses, após dez dias de negociações entre representantes de quase 190 países, sobre mecanismos que possibilitem a transferência de tecnologias não-poluentes sem custo para países em desenvolvimento. Impasse Integrantes da delegação brasileira consultados pela BBC Brasil afirmaram que a Atia seria uma forma de usar o mercado de carbono para facilitar transferências tecnológicas sem aumentar os direitos de emissões dos países ricos. O funcionamento do sistema seria semelhante ao já proposto para o fundo da Floresta Amazônica: países que emitem créditos de carbono para empresas poluentes (a exemplo do que já acontece na Europa) destinam uma parcela desses créditos a um leilão. Uma pequena porcentagem dos recursos levantados no leilão seria utilizada para pagar os donos das patentes de tecnologias limpas ou incentivar novas invenções. Para que a iniciativa entre em funcionamento rapidamente, o ministro Minc fala também sobre o adiamento do pagamento de royalties aos detentores de patentes. Dessa forma, à medida que recursos forem arrecadados, poderiam ser aplicados no pagamento destas dívidas. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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