México faz apelo a EUA e China sobre acordo climático

O presidente mexicano, Felipe Calderón, pediu nesta quinta-feira aos Estados Unidos e à China que aceitem reduzir suas emissões de gases do efeito estufa, para assegurar o sucesso das novas negociações climáticas da ONU marcadas para o final deste mês na África do Sul.

REUTERS

03 Novembro 2011 | 09h09

"Um acordo entre EUA e China é absolutamente necessário", disse Calderón a líderes empresariais, num evento paralelo à cúpula do G20 (grupo de economias desenvolvidas e emergentes) no sul da França.

"É importante, crucial para a humanidade, que a maior economia do mundo (os EUA) e o maior emissor mundial (de gases do efeito estufa, a China) firmem um compromisso formal", acrescentou Calderón, cujo país irá assumir a presidência do G20 depois da reunião de Cannes.

Após quase duas décadas de negociações, a ONU foi incapaz até agora de adotar um novo tratado climático de cumprimento obrigatório que substitua o Protocolo de Kyoto a partir de 2013. China e EUA, os dois maiores emissores de gases do efeito estufa, nunca aderiram formalmente aos limites para as emissões.

Calderón disse que é errado imaginar que a crise financeira global teria ofuscado a necessidade de reduzir as emissões, e defendeu investimentos sustentáveis nos países ricos e emergentes. "Precisamos consertar ao mesmo tempo a crise financeira e a crise ambiental. Todas as medidas que pudermos tomar para promover uma economia mais verde são mais baratas do que o custo da mudança climática", afirmou.

Negociadores internacionais se reúnem em Durban (África do Sul) entre 28 de novembro e 9 de dezembro, para discutir um novo tratado climático - embora não haja a expectativa de que consigam concluir a tarefa.

(Reportagem de Marie Maitre)

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