Mesmo com anistia, brasileira retida na Rússia não deve retornar antes do Natal

Segundo informações do Greenpeace, Ana Paula Maciel e outros ativistas estrangeiros terão que esperar uma série de trâmites das autoridades russas antes de conseguir o visto para deixar o país

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

18 Dezembro 2013 | 12h29

Mesmo após o Parlamento da Rússia aprovar um decreto que anistia os 30 ativistas do Greenpeace detidos no país por causa de um protesto no Ártico, em setembro, a brasileira Ana Paula Maciel e os outros 25 integrantes não russos do grupo não deverão voltar aos seus países antes do Natal.

Segundo a Assessoria de Imprensa do Greenpeace Brasil, os ativistas terão que aguardar uma série de trâmites antes de entrar com o pedido de visto de saída. O primeiro passo é a publicação do decreto aprovado nesta quarta-feira, 18, pelo Parlamento Russo, que pode demorar até dez dias. Em seguida, o Comitê de Investigação do país receberá as notificações para encerrar os processos contra os ativistas.

O passo seguinte é a comunicação do encerramento do processo aos advogados dos integrantes do grupo, que, então, poderão entrar com o pedido de visto de saída junto ao serviço de imigração russo. O Greenpeace não sabe quanto tempo esses procedimentos podem demorar, mas acredita ser impossível que todos os trâmites sejam concluídos antes do período de festas.

Questionada pelo Estado sobre quando os ativistas poderão deixar o país, a Embaixada da Rússia no Brasil não havia se pronunciado até as 12h30.

Prisão. Os ativistas do Greenpeace foram detidos no dia 19 de setembro durante um protesto contra a exploração de petróleo no Ártico. A bióloga brasileira Ana Paula Maciel, de 31 anos, foi libertada no dia 20 de novembro do Centro de Detenções de São Petersburgo, após pagamento de fiança. Os demais integrantes do grupo também foram soltos posteriormente. Nenhum deles, porém, foi autorizado a deixar o país por ainda responderem a um processo judicial. Com a anistia, as ações serão encerradas.

 

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