Amanda Perobelli / Estadão
Amanda Perobelli / Estadão

Meditação com música no escuro conecta e emociona participantes

Na Virada Sustentável em São paulo, monja Coen e grupo Trovadores Urbanos convidam público a se desconectar do mundo exterior em atividade zen budista

Juliana Tiraboschi, Especial para o Estado

26 Agosto 2017 | 11h43

Na noite desta sexta-feira, 250 pessoas se reuniram no Unibes Cultural para se desconectarem do mundo exterior e se concentrarem em suas mentes. Elas participaram de uma sessão de meditação e música no escuro com a monja Coen, da comunidade zen budista Zendo Brasil, e o grupo Trovadores Urbanos, grupo de serenatas fundado em 1990 que hoje promove diversos espetáculos, além das apresentações românticas.

Os Trovadores introduziram o clima do evento logo no início com a música “Cantar no Escuro”, de Eduardo Santhana e Juca Novaes, executada em um ambiente iluminado apenas por pequenas lâmpadas azuis. Em seguida, as luzes se acenderam para receber a monja.

A religiosa explicou a conexão entre humanos e o meio ambiente. “Não estamos separados da vida na Terra. Não existe ser humano e natureza, o ser humano é a natureza”, ela disse. Para a líder espiritual, falar em sustentabilidade é falar sobre a mente humana, que se percebe interligada a tudo e todos e, por isso, cuida do planeta.

A sessão de meditação com Coen pedindo que todos os participantes desligassem os celulares. Depois, orientou os meditantes a prestarem atenção à respiração e encontrarem o eixo de seus corpos. Então, pediu para que todos prestassem atenção às temperaturas do ambiente e do organismo e à sensação da roupa no corpo.

Enquanto os participantes se concentravam, os Trovadores cantaram mais de 50 músicas, como “Se Eu Quiser Falar com Deus”, de Gilberto Gil”, “Primavera”, de Tim Maia e “Aos Nossos Filhos”, de Ivan Lins e Vitor Martins. “A minha meditação é em silêncio. A música é uma linguagem que mexe com outras áreas do nosso cérebro, e por isso ela é importante, porque nós precisamos fazer com que a mente atinja todo o seu potencial”, disse a monja Coen.

Intenso. Para a cabeleireira Cátia Calheiros, 34, a experiência foi poderosa. “Achei bem intenso por estarmos no escuro, até chorei em alguns momentos”, diz. Cátia já havia praticado outros tipos de meditação antes, mas essa sessão foi especial. “No escuro nós ouvimos melhor, senti a música de maneira diferente”. Para a cabeleireira, viver em um mundo atribulado, com excesso de informações, gera ansiedade. “É preciso buscar maneiras de se desligar”, diz. 

O escuro é libertador para Maída Novaes, 55, cantora e uma das criadoras dos Trovadores Urbanos. O grupo já está há dois anos em cartaz com o espetáculo “Música e Meditação no Escuro”, no Armazém da Cidade, que conta com a participação de líderes espirituais e instrutores de meditação. “É muito legal cantar no escuro, dá um barato. É como se eu visse as letras e elas tivessem um significado muito mais amplo. Eu gosto mais da minha voz no escuro, agora só quero cantar assim”, brinca.

Maída diz que o espetáculo mudou sua vida “Ele acalma, mostra para as pessoas que meditação é de graça, basta sentar e entrar em contato com a respiração”, diz.

Mais conteúdo sobre:
Virada Sustentável Trovadores Urbanos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.