Corpo de Bombeiros
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Marinha envia fuzileiros e navio-patrulha para reforçar segurança no sul do Amazonas

Manifestantes tentaram invadir e atear fogo na sede da agência fluvial e em escritórios do Ibama por causa de uma operação contra o garimpo ilegal

Lorenna Rodrigues, Brasília

29 Outubro 2017 | 16h39
Atualizado 29 Outubro 2017 | 19h27

A Marinha deslocou para Humaitá, no sul do Amazonas, um pelotão de fuzileiros navais e um navio-patrulha para reforçar a segurança depois de manifestantes tentarem invadir e incendiar a sede da agência fluvial da região e escritórios do Ibama. Em nota, o comando do 9º Distrito Naval informou que o deslocamento dos militares busca "garantir a segurança de seus militares e familiares, de suas instalações e de seus meios em Humaitá".

As invasões ocorrem como represália a uma operação que pretende combater o garimpo ilegal de ouro no Rio Madeira, feita pelo Ibama, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Marinha, Exército e a Força Nacional. "Na operação, a Agência Humaitá atuou dentro das suas prerrogativas subsidiárias de inspeção naval, com ações voltadas para a segurança da navegação, salvaguarda da vida humana e prevenção da poluição hídrica", informou a Marinha.

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Na sexta, unidades do Ibama e do ICMBio em Humaitá foram atacadas e destruídas também pelos manifestantes. Além do ataque às estruturas dos órgãos públicos, servidores foram ameaçados e buscaram abrigo em um batalhão do Exército no município. De acordo com o Ibama, os servidores estão bem e se encontram em local seguro, fora do município de Humaitá. "Os danos materiais serão avaliados assim que a região voltar à normalidade, o que deverá ser garantido pelas forças de segurança pública. A Polícia Federal (PF) já iniciou investigações para identificar os responsáveis pelos atentados, que responderão pelos atos criminosos", informou o órgão, em nota.

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