Mancha de óleo diminui e se afasta do litoral, diz grupo de técnicos da ANP

Calcula-se que a mancha esteja com 3,8 km de extensão e cerca de 1 km² de área; na última segunda, cerca de 2 km² estavam afetados pelo vazamento

Agência Brasil,

25 Novembro 2011 | 15h16

A mancha de óleo resultante do vazamento ocorrido no Campo de Frade, na Bacia de Campos, litoral norte fluminense, continua diminuindo e se afastando do litoral. A informação foi dada pelos órgãos federais que compõem o grupo de acompanhamento do acidente, com base na observação feita no sobrevoo realizado nesta última quinta, 24, por um helicóptero da Marinha, com técnicos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo nota divulgada nesta sexta, 25, pelo grupo, com base na observação visual, calcula-se que a mancha esteja com 3,8 quilômetros (km) de extensão e cerca de 1 quilômetro quadrado (km²) de área. No último dia 21, a mancha era de cerca de 2 km².

Ainda é possível, no entanto, notar o afloramento de óleo na superfície. Técnicos que acompanham o caso alertam que outras manchas podem aflorar, sem que isso represente, necessariamente, novo vazamento. Isso decorre do fato de o vazamento ter ocorrido a grande profundidade, o que faz o óleo levar tempo considerável para chegar do fundo do mar até a superfície, explicam os técnicos.

Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), um dos órgãos federais que compõem o grupo de acompanhamento, não foi recebida, até agora, nenhuma comunicação sobre problemas com a fauna causados pelo óleo.

A Marinha do Brasil coletou amostras do óleo proveniente do vazamento para análise, com o propósito de identificar sua composição química.

O grupo de acompanhamento, formado pela ANP, Ibama e Marinha, continua monitorando as medidas que vem sendo tomadas pela empresa petroleira Chevron Brasil para conter o vazamento de óleo no poço que explora no Campo de Frade, e amenizar as consequências do incidente.

 

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