Mais de 90% das unidades de conservação sofreram queimadas

Segundo Inpe, nos últimos sete anos 617 das 674 áreas protegidas da floresta amazônica tiveram focos de calor

Herton Escobar, enviado especial de O Estado de S. Paulo,

20 Novembro 2008 | 18h34

Mais de 90% das unidades de conservação da Amazônia sofreram múltiplas queimadas nos últimos sete anos, segundo um balanço divulgado nesta quinta-feira, 20, pelo pesquisador Alberto Setzer, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).   Os dados mostram que 617 das 674 áreas protegidas da floresta tiveram focos de calor detectados via satélite entre 2000 e 2007. Entre as unidades de conservação federais, o índice foi de 80%. Entre as estaduais, 77% e terras indígenas, 64%. "Dezenas de unidades de conservação estão pegando fogo todos os dias, e quase nada acontece", disse Setzer.   A maioria das áreas não possui brigada de incêndio, e muitas não têm nenhum equipamento ou equipe fixa. Segundo Setzer, praticamente 100% das queimadas são iniciadas pelo homem. Em alguns casos, o fogo invade as unidades pelas bordas. Mas a maioria tem início dentro da própria unidade, causada por invasores ou por fazendeiros que não deixaram a área após a criação das reservas.

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