Luta contra aquecimento global deve ir além do CO2, diz ONU

Metano, compostos de nitrogênio, ozônio e fuligem são quase metade das emissões causadoras do efeito estufa

ALISTER DOYLE, REUTERS

04 Setembro 2009 | 15h24

O mundo deve ampliar a sua luta contra o aquecimento global reduzindo uma série de poluentes além do dióxido de carbono, o principal gás do efeito estufa, informou nesta sexta-feira o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

 

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Metano, compostos de nitrogênio, ozônio e fuligem são responsáveis por quase a metade das emissões produzidas pelo homem que vêm estimulando a mudança climática no século XXI, afirmou a agência.

Uma investida mais abrangente contra os poluentes, combinada com cortes de dióxido de carbono, ajudaria na direção de um novo pacto climático da Organização das Nações Unidas (ONU), que deve ser selado em dezembro, e apresentaria outros benefícios, como a melhora da saúde humana, o aumento das colheitas e a proteção das florestas.

"A ciência está nos mostrando que o aquecimento global está acontecendo mais rápido e em uma escala maior do que o previsto", disse à Reuters o diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, nos bastidores de uma Conferência Mundial sobre o Clima, em Genebra, na Suíça.

"Há outras avenidas pelas quais podemos avançar" além dos cortes de dióxido de carbono, o foco principal do novo acordo climático da ONU, a ser aprovado em Copenhague, na Dinamarca, em dezembro. "E há benefícios múltiplos."

A fuligem, também conhecida como "carbono negro," por exemplo, está entre os poluentes do ar aos quais se atribui a morte de entre 1,6 e 1,8 milhão de pessoas por ano, muitas em decorrência de doenças respiratórias causadas pela fumaça de fogões a lenha nos países em desenvolvimento.

O ozônio, um componente da poluição do ar frequentemente ligado às emissões de combustíveis fósseis, foi responsabilizado pelo prejuízo de mais de 6 bilhões de euros (8,56 bilhões de dólares) em colheitas na União Europeia em 2000. Estudos norte-americanos sugerem que ele reduz a produção anual de cereais nos EUA em 5 por cento.

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