Lei de corte de emissões de CO2 vai ao Senado dos EUA

O presidente Barack Obama fez da legislação sobre mudança climática uma prioridade de seu primeiro mandato

Associated Press,

29 Setembro 2009 | 17h24

Uma lei sobre mudança climática que será apresentada formalmente ao Senado  dos Estados Unidos nesta quarta-feira, 30, impõe profundas reduções nas emissões de gases causadores do efeito estufa pelos Estados Unidos. O lento processo deliberativo na Casa, no entanto, torna improvável  a aprovação da medida a tempo de que os EUA possam apresentá-la na reunião internacional sobre o novo acordo de combate ao efeito estufa, marcada para Copenhague, em dezembro.

 

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O projeto encara um longo processo de debates e revisões no Senado, e mesmo se aprovado a tempo para a reunião de 7 a 18 de dezembro na Dinamarca, diferenças entre a versão aprovada na Câmara e a do Senado terão de ser reconciliadas, em mais uma rodada de negociações.

 

O presidente Barack Obama fez da legislação sobre mudança climática uma prioridade  de seu primeiro mandato, junto com a reforma do sistema de saúde. Os EUA ficaram de fora do Protocolo de Kyoto, o acordo internacional atual de  combate ao efeito estufa, firmado em 1997 e que expira em 2012.

 

Com base nem cálculos feitos com base na versão aprovada pela Câmara e no rascunho do projeto que será introduzido no Senado, os EUA continuarão muito abaixo do tipo de compromisso esperado dos países ricos no enfrentamento da crise climática.

 

A versão que entrará no Senado prevê um teto para as emissões de gases causadores do efeito estufa começando em três anos,  e que se tornará mais restritivo a cada ano, até que as emissões, em 2020, sejam 20% inferiores ao que eram em 2005, chegando a uma redução de 83% até 2050.

 

A União Europeia pede que os países ricos aceitem um corte de 20% até 2020, mas sobre o ano-base de 1990.

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