Japão se recusa a parar de caçar baleias na Antártida

O Japão caça baleias dentro de um programa científico autorizado pelas normas internacionais

Associated Press,

03 Fevereiro 2009 | 18h03

O governo japonês diz que rejeitará qualquer proposta da Comissão Baleeira Internacional (CBI) para que pare de enviar missões de pesquisa científica à Antártida, o que sugere que tentativas de limitar a matança de baleias por navios japoneses à costa do país fracassarão.   Islândia aumenta cota de caça de baleias para próximos 5 anos Baleeiros disparam com canhões de água contra ativistas   A proposta permitira que o Japão caçasse baleias para fins explicitamente comerciais em suas águas, em troca de interromper suas caçadas para fins científicos no Oceano Antártico. O Japão reagiu rapidamente, dizendo que a oferta não basta.   "Não poderemos aceitar uma proposta que interrompa nossas caçadas de pesquisa", disse o ministro de Agricultura, Florestas e Pesca, Shigeru Ishiba.   A CBI, que regulamenta a caça às baleias, está paralisada pelo embate entre países que buscam proibir e países que querem promover a atividade.    O Japão caça baleias dentro de um programa científico autorizado pelas normas internacionais, mas opositores dizem que as expedições de pesquisa são, na verdade, um disfarce para a caça comercial, que está proibida desde 1986. A frota baleeira japonesa, que atualmente se encontra no Oceano Antártico,  pretende abater até 935 baleias minke e 50 baleias fin nesta temporada.   Pela proposta da CBI, o Japão poderia caçar baleias minke em quatro áreas costeiras, por cinco anos. As caçadas teriam de se resumira a viagens de um dia, com não mais de cinco navios, e todas baleias teriam de ser consumidas localmente.   Em troca, o Japão teria de interromper a caçada de baleias minke e fin ou jubarte no Oceano Antártico. A proposta será discutida na próxima reunião da  CBI, em Roma.   A carne de baleia é um prato de valor sentimental no Japão, que dependeu do produto no período após a 2ª Guerra Mundial. O país já ameaçou abandonar a CBI se a proibição da caça comercial não for suspensa.   A Islândia retomou a caça comercial das baleias em 2006 e é um dos dois únicos países, junto com a Noruega, a autorizar a caça explicitamente para o comércio da carne. Nenhum dos dois países reconhece a autoridade da CBI.

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