Ibama multa empresa que explora urânio em R$ 1 milhão

A empresa Indústrias Nucleares do Brasil explora a mina de urânio em Caetité, BA

Central de Informações

22 Novembro 2009 | 18h23

A Indústrias Nucleares do Brasil (INB), empresa que explora a mina de urânio no município de Caetité, na Bahia, foi autuada na última quinta-feira, 19, pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no valor de R$ 1 milhão.

 

Segundo o Ibama, a multa foi aplicada pelo descumprimento de condicionante da Licença Ambiental que determina o imediato informe ao órgão de qualquer acidente ocorrido no empreendimento. No último dia 28 de outubro houve vazamento de solvente orgânico com urânio, segundo o Ibama.

 

O Instituto também notificou a empresa a apresentar relatório detalhado sobre este acidente, ocorrido na Unidade de Concentração de Urânio. Este relatório circunstanciado, de acordo com a equipe técnica, deve conter a análise de todos os efeitos decorrentes, das medidas de controle e o monitoramento do ocorrido.

 

A vistoria à área em que ocorreu o acidente foi efetuada no dia 18 de novembro, quando os técnicos do Ibama, acompanhados pelo gerente da Unidade de Concentração de Urânio, percorreram alguns pontos dentro do empreendimento onde foram detectados o vazamento.

 

De acordo com o relatório técnico, a equipe constatou a efetividade do vazamento do solvente orgânico contendo urânio, que transbordou dos tanques de processamento para a caixa de brita. Devido à forte chuva, esse material transbordou ainda para o sistema de drenagem das águas pluviais, atingindo a canaleta de drenagem, que direciona a água para a Barragem do Córrego do Engenho.

 

Como resultado, constatou-se a contaminação de 15 metros cúbicos de material (terra e brita), retirado da caixa de brita, e 33 metros cúbicos de solo contaminado da canaleta de drenagem.

 

Esse material, de acordo com informações da empresa, foi retirado do local e colocado em área de segurança. "Os 16 metros cúbicos de material contaminado foram enviados para a pilha de lixiviação e os 33 metros cúbicos de solo contaminado foram enviados para o depósito de ésteres", diz o documento.

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