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Sustentabilidade

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Ibama identifica manchas de petróleo em reserva biológica de SE

Área é de desova de tartarugas; produto foi encontrado por uma extensão de 17 km no litoral do Estado

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Antonio Pita,
O Estado de S. Paulo

19 Fevereiro 2016 | 18h56

RIO - O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) identificou na última quarta-feira, 17, a presença de óleo por uma extensão de 17 km no litoral de Sergipe. As manchas de óleo foram localizadas na praia da Reserva Biológica de Santa Isabel, no município de Pirambu, no litoral norte do Estado, a cerca de 60 km da capital, Aracaju. De acordo com os técnicos do Ibama, também foram encontradas placas de petróleo “em toda a extensão do litoral entre a foz dos rios Japaratuba e Sergipe”.

Segundo o órgão ambiental, a Petrobrás alertou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) da presença de óleo na área. A empresa é responsável pelo monitoramento da área por determinação do Ibama. A estatal também comunicou aos órgãos que não houve anomalia nos campos de petróleo próximos ao local e, por isso, a origem do óleo identificado ainda é considerada “indeterminada”.

Técnicos do Ibama e do ICMBio realizaram duas vistorias na região, na quarta e quinta-feira, quando um sobrevoo na região não identificou manchas de óleo no mar. Segundo o órgão, outras vistorias ainda serão feitas na costa. "O Ibama continuará realizando vistorias e acompanhando o caso até que as pelotas de óleo na praia não representem mais risco ao meio ambiente", informou, em nota, a coordenadora-geral de Emergências Ambientais do Ibama, Fernanda Pirillo.

A Reserva Biológica Santa Isabel é região de desova de tartarugas. Até a manhã desta sexta-feira, apenas um animal foi encontrado morto na região, mas as causas da morte ainda estão sendo investigadas - não há conclusão se o óleo encontrado tenha provocado a morte.  De acordo com o Ibama, as placas de óleo localizadas no litoral sergipano têm até 15X15 centímetros. O material foi coletado e levado para análise em laboratório.

Os órgãos ambientais já comunicaram o incidente à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), além da Marinha, que também realizou coletas no local para tentar identificar a origem do óleo. Segundo o Ibama, os órgãos federais estão atuando em conjunto para monitorar o local e possíveis impactos ambientais.

 

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