Armada do Chile
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Grupo resgatado de incêndio em base na Antártida deve chegar hoje ao Rio

Avaliação preliminar feita por uma equipe de especialistas afirma que cerca de 70% das instalações da base foram destruídas pelo fogo

26 Fevereiro 2012 | 14h45

RIO DE JANEIRO - O grupo resgatado do incêndio na base brasileira na Antártida - composto por 30 pesquisadores, um alpinista, o representante do Ministério do Meio Ambiente e os 12 funcionários do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, juntamente com o militar ferido - deve chegar hoje ao Rio de Janeiro em aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB).

 

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Os profissionais vão decolar de Punta Arenas, no Chile, às 15h e chegarão às 23h50 à Base Aérea do Galeão, no Rio, fazendo uma escala na cidade de Pelotas (RS) entre 20h30 e 21h, onde quatro pesquisadores vão desembarcar.

Avaliação preliminar feita por uma equipe de especialistas afirma que cerca de 70% das instalações da base foram destruídas pelo fogo. O prédio principal da base, onde estava a parte habitável e alguns laboratórios, foi completamente atingido pelo incêndio, enquanto os refúgios (módulos isolados para casos de emergência), os laboratórios (de meteorologia, de química e de estudo da alta atmosfera), os tanques de combustíveis e o heliponto da Estação, que são estruturas isoladas do prédio principal, permaneceram intactos.

Os corpos dos dois militares mortos (do suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo e do primeiro-sargento Roberto Lopes dos Santos) foram localizados no sábado, 25, cerca de 17h (horário de Brasília). Os corpos foram transferidos para a Base Chilena Eduardo Frei, onde permanecerão até o seu transporte para o continente, na cidade de Punta Arenas, no Chile.

Já o militar ferido, o primeiro-sargento Luciano Gomes Medeiros, foi recebido em Punta Arenas por um médico e transferido para o Hospital das Forças Armadas do Chile, onde está internado para observação e curativos. Ele não corre risco de morte e não possui restrições quanto ao regresso ao Brasil.

 

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