Grandes firmas francesas pagarão taxa de CO2 a partir de julho

Projeto que deveria entrar em vigor agora foi criticado por oferecer isenções demais a grandes poluidores

Reuters,

05 Janeiro 2010 | 17h09

Uma nova lei sobre impostos de carbono que deveria ter entrado em vigor em 1º de janeiro só passará a valer a partir de julho e também atingirá os maiores poluidores franceses, disseram altas autoridades do governo.

 

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O conselho constitucional francês decidiu contra a versão original da taxa doméstica de carbono dois dias antes de sua entrada em vigor, afirmando que ela continha isenções demais.

 

O governo Nicolas Sarkozy está correndo para elaborar um texto alterado para superar as objeções do conselho sem pôr as empresas francesas em desvantagem frente à concorrência internacional.

 

Uma nova lei deve ser apresentada ao gabinete de governo em 20 de janeiro, e o porta-voz Luc Chatel disse que deve passar pelo parlamentos nos meses seguintes.

 

"A nova taxa de carbono entrará em vigor em 1º de julho", disse ele.

 

A França é a maior economia europeia a tentar adotar um imposto sobre as emissões de carbono, e Sarkozy disse que a medida é crucial na luta contra a mudança climática.

 

No entanto, a oposição socialista diz que a taxa atingirá injustamente grupos de baixa renda e moradores de áreas com pouca disponibilidade de transporte público.

 

A próxima passagem do projeto pelo Parlamento coincidirá com a campanha eleitoral para os pleitos regionais, o que deverá inflamar o debate.

 

A ministra da Economia, Christine Lagarde, disse ao jornal Les Echos que a nova legislação provavelmente proporá que mais de 1.000 dos maiores poluidores franceses recebam penalizações variáveis que não prejudicarão sua competitividade.

 

na versão original, essas empresas estavam isentas da taxa, porque já estão submetidas ao esquema de créditos de carbono da União Europeia.

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