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Governos estão pressionados a atuar no clima, diz Greenpeace

Para o diretor-executivo da ONG, mundo não pode ignorar a mobilização da sociedade e os alertas da ciência

Efe,

06 Janeiro 2010 | 12h25

O diretor-executivo do Greenpeace Internacional, sul-africano Kumi Naidoo, disse nesta quarta-feira, 6, que "nunca os governo se viram tão pressionados a atuar" na questão da mudança climática.

 

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Para o ativista, a mobilização da sociedade civil durante a realização da cúpula da ONU sobre o clima em Copenhague, que teve participação de sindicatos, grupos religioso, comunidades indígenas e movimentos sociais, representou um "divisor de águas" na luta contra o aquecimento global.

 

"Pudemos ver em Copenhague um grande interesse dos jovens na luta contra as mudanças climáticas, algo que não vimos nos últimos dez anos", disse Naidoo em entrevista concedida em Madri, na Espanha.

 

Para o líder do Greenpeace, essa mobilização pressiona os governos a atuarem de forma mais decisiva nas questões relacionas ao clima. "O alto nível de conscientização da população e os constantes alertas feitos pelos cientistas fazem com que os governantes deem mais atenção ao tema e se movimentem", afirmou Naidoo.

 

União Europeia

O Greenpeace deu início a diversas ações e campanhas na Internet para pressionar a União Europeia (UE) a estabelecer um compromisso de redução nas emissões de CO2 em pelo menos 30% até 2020. O bloco europeu sinalizou na cúpula em Copenhague estar disposta a reduzir em 20% as emissões até 2020 com base nos níveis de 1990.

 

Naidoo reconhece que a UE perdeu a liderança no processo de negociação do acordo climático após os Estados Unidos fecharem um acordo com um número pequeno de países, que inclui o Brasil. "Ainda acredito que o bloco europeu possa retomar essa posição de líder nas discussões globais em razão da expressiva atuação no ativismo ecológico dos cidadãos europeus", disse o líder do Greenpeace.

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