Google PowerMeter permite monitorar uso de energia em casa

Repórter do Guardian experimentou novo software e contou experiência em blog

Com informações do The Guardian

05 Janeiro 2010 | 19h24

Não contente com dominar a forma de enviar e-mails, encontrar informações e navegar no mundo real, o Google quer agora gerenciar o uso de energia em cada casa. No espírito de poupar dinheiro e emissões, o repórter do jornal britânico The Guardian Adam Vaughan se inscreveu para ver se o PowerMeter realmente é o futuro. Nos últimos dois meses, o software - que chegou ao Reino Unido em novembro - monitorou e transmitiu de uma página da web o quanto de energia elétrica consome a casa do  repórter, que tem três quartos com terraço e é do início de século 20.

"Não tem sido uma experiência totalmente agradável. Ver o meu uso de eletricidade em uma página do iGoogle ao lado do meu e-mail, notícias, RSS e outros elementos às vezes era um lembrete assustador da nossa libertinagem", escreveu Adam Vaughan, no blog Green Living, do Guardian.

De acordo com o repórter, sua casa tipicamente gasta em torno de 150 watts executando um computador, geladeira e um par de luzes, mas, durante o período de teste do PowerMeter, não foi incomum que o consumo pulasse para mais de 3kW (3.000 watts), com as máquinas de lavar roupa e louça ligadas ao mesmo tempo. Em dezembro, o gráfico PowerMeter acusou um consumo alto de 370 kWh. Vaughan lembra que é inverno na Europa. "Felizmente dezembro é provavelmente nosso maior mês de uso de energia, porque é um dos meses mais escuros e no qual ficamos com mais frequência em casa", explica.

Segundo o repórter, olhar o consumo de energia através do Google PowerMeter e mais divertido, se comparado com "a decifração de contas de energia enigmáticas". Enquanto você pode baixar os dados brutos sobre o uso de eletricidade, uma rápida olhada na planilha desconcertante mostrou a importância de uma interface significativa como gráficos PowerMeter's.

Na mesma época, o Google lançou um recurso de comparação para o PowerMeter, através do qual uma pessoa pode comparar o seu consumo próprio com as médias regionais nos Estados Unidos. "O consumo da nossa casa de três quartos com terraço foi descrito como muito bom e semelhante a um apartamento de um quarto, o que não me diz muito, exceto o quão alto é o consumo de energia doméstica nos Estados Unidos", criticou Vaughan.

Para o repórter, talvez o recurso fique mais interessante quanto todos os dados puderem ser compartilhados socialmente - "e os resultados fazerem as pessoas mudarem seus hábitos". E"nquanto iGoogle e PowerMeter não permite que você publique seu uso de energia direta para o Twitter ou Facebook, o AlertMe, por exemplo, oferece um 'Swingometer' pessoal para postar uma base do seu uso de energia no Facebook, Twitter ou o seu blog", sugere Vaughan.

Mais conteúdo sobre:
ambiente planeta google energia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.