Glossário: Tudo o que você precisa saber sobre as mudanças climáticas

Saiba quais são os termos mais usados nos principais relatórios sobre o aquecimento global

24 Março 2014 | 13h02

Efeito estufa: É um fenômeno natural e essencial à vida, que preserva a temperatura do planeta por meio de uma camada de gases atmosféricos (como os vidros de uma estufa), principalmente dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O). Ele se torna um problema quando a concentração desses gases fica muito alta. A partir da Revolução Industrial a humanidade passou a emitir uma quantidade desses gases muito maior do que jamais ocorreu na história e atualmente temos a maior concentração dos últimos 800 mil anos (http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,concentracao-de-co2-na-atmosfera-e-a-maior-em-800-mil-anos-diz-ipcc,1079435,0.htm), por conta principalmente da queima de combustíveis fósseis. 

Aquecimento global: Esse aumento da concentração já fez com que a temperatura média do planeta subisse 0,85°C desde 1850. Os estudos que fazem projeções futuras mostram que, no melhor cenário, em que se reduzam os níveis de emissões de gases, o aumento da temperatura vai chegar a 1,5°C até 2.100. No pior cenário, vai ser de + 3,7°C.

Mudanças climáticas: São transformações no estado do clima que podem ser identificadas na média e / ou na variação das suas propriedades e que persistem durante um longo período de tempo, tipicamente décadas ou mais. A mudança climática pode ser causada por processos internos naturais ou forças externas, como modulações dos ciclos solares, erupções vulcânicas, e as mudanças antropogênicas. Esse é o caso considerado pelo IPCC. As mudanças antropogênicas são desencadeadas pelo aumento da concentração de gases de efeito estufa, como gás carbônico (CO2) na atmosfera. 

IPCC: O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas é um grupo formado por mais de 800 cientistas de todo mundo que avaliam o conhecimento científico gerado sobre o tema. Foi formado em 1988 pela Organização das Nações Unidas com o objetivo de “avaliar a magnitude, o tempo e o potencial de impacto ambiental e socioeconômico das mudanças climáticas e estratégias de resposta realistas”. Desde então foram publicados quatro relatórios de avaliação (AR, na sigla em inglês). O quinto começou a ser divulgado em setembro do ano passado. A primeira parte falou sobre a ciência física do clima. A segunda, que será divulgada em 31 de março, fala sobre impactos, adaptação e vulnerabilidade. A terceira parte, em abril, falará sobre opções de mitigação.

Mitigação: É a intervenção humana para combater e reduzir as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. A indústria, a geração de energia, a agricultura e o desmatamento são atividades que contribuem para a concentração desses gases.

Impactos: Efeitos sobre os sistemas naturais e humanos dos eventos climáticos e meteorológicos extremos e das mudanças climáticas. Geralmente são os efeitos sobre a vida, meios de vida, saúde, ecossistemas, recursos econômicos, sociais e culturais, serviços (inclusive ambientais) e infraestrutura.

Exposição: A presença de pessoas, meios de subsistência, espécies ou ecossistemas, serviços e recursos ambientais, infraestrutura ou recursos econômicos, sociais ou culturais em locais que poderiam ser afetados pelas mudanças climáticas

Vulnerabilidade: A propensão ou predisposição a ser adversamente afetado. Vulnerabilidade engloba uma variedade de conceitos, incluindo sensibilidade ou susceptibilidade a danos e falta de capacidade para lidar e se adaptar.

Adaptação: É a preparação para as mudanças que ocorrem ou ocorrerão no mundo por causa do aquecimento do planeta. É a tentativa de aliviar os efeitos inevitáveis.

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