Furacão Rina se aproxima de resorts no litoral mexicano

O furacão Rina se aproximou nesta terça-feira da península de Yucatán, no México, ameaçando balneários como Cancún com chuva pesada, enquanto se afasta de regiões alagadas de produção de café e açúcar na América Central.

REUTERS

25 Outubro 2011 | 18h29

O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês) disse que o Rina deve se tornar um grande furacão, com ventos de velocidade de ao menos 179 quilômetros por hora, nesta terça-feira à noite. O fenômeno deve atingir a península de Yucatán no início de quinta-feira, após passar por Belize, outro ponto turístico de praias.

As autoridades emitiram um alerta de furacão para a costa leste da península de Yucatán desde o norte de Punta Gruesa até Cancún, e um aviso de tempestade de Chetumal até Punta Gruesa.

Belize também emitiu um alerta de tempestade tropical ao longo de sua costa a partir do norte de Belize City.

O Rina, sexto furacão no Atlântico neste ano, não deverá ameaçar a região produtora de petróleo no Golfo do México.

Atualmente, um furacão categoria dois na escala de intensidade Saffir-Simpson (1 a 5), o Rina estava localizado a 450 quilômetros a leste sudeste de Chetumal, no México, com ventos máximos de 169 quilômetros por hora, segundo meteorologistas.

"O fortalecimento está previsto nas próximas 48 horas", disse o centro de furacões baseado em Miami. "E o Rina deverá tornar-se um grande furacão por esta noite." Um grande furacão é de categoria 3 ou superior.

O Rina deve provocar de 20 a 40 centímetros de chuvas sobre o leste da península de Yucatán a partir da manhã de quarta-feira, de acordo com o centro de furacões.

A tempestade irá elevar os níveis de água de 1,5 a 2,1 metros acima dos níveis normais de maré na costa afetada, acrescentou o centro.

Honduras, o maior produtor de café da América Central, teve sua costa atingida pela tempestade, mas áreas de cultivo de café foram largamente poupadas das chuvas mais fortes na semana passada, que destruíram estradas e fazendas antes da época da colheita.

Na segunda-feira, o céu estava claro na Guatemala -- segundo maior produtor de café da região -- e em El Salvador, também produtor de grãos arábica, de alta qualidade.

Agricultores ainda estão avaliando os danos das chuvas anteriores, mas as associações nacionais de cafeicultores dizem que o dano à infraestrutura será o maior desafio.

Na segunda-feira, a negociação de café arábica na bolsa de Nova York teve um impulso a partir das preocupações sobre o Rina, após duas semanas de chuva que mataram cerca de 100 pessoas na América Central.

(Por Dave Graham, Patrick Rucker e Mica Rosenberg, na Cidade do México; Reportagem adicional de Gustavo Palencia, em Tegucigalpa; e de Nelson Renteria, em San Salvador)

Mais conteúdo sobre:
CLIMA FURACAO RINA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.