Fim do fenômeno La Niña pode enfraquecer furacões

Condições climáticas neutras são esperadas para os últimos três meses do ano, disseram os meteorologistas

AP

10 Julho 2008 | 17h37

O fenômeno climático conhecido como La Niña está terminando, e condições neutras são esperadas para os últimos três meses do ano, disseram os meteorologistas do governo norte-americano nesta quinta-feira, 10. A mudança pode afetar o clima em todo o mundo.   La Niña está resfriando a água no Oceano Pacífico tropical, o oposto à condição de águas quentes conhecida como El Niño.   A Agência Federal de Previsão Climática disse que a transição da La Niña para condições neutras ocorreu ao longo de junho, quando as temperaturas da superfície dos oceanos voltou ao normal.   Essa transição para condições neutras poderia beneficiar as costas Leste e do Golfo nos Estados Unidos, no que diz respeito à temporada de furacões, pois as chances de furacões nos Estados Unidos e no Caribe são maiores durante a La Niña.   No entanto, a agência também disse que, como em transições passadas, os efeitos da La Niña ainda podem continuar afetando a circulação atmosférica, mas com força cada vez menor.   O relatório do National Oceanic and Atmospheric Administration's (NOAA) sobre os furacões no Atlântico, lançado em maio, prevê de 12 a 16 tempestades, incluindo de 6 a 9 furacões. Atualmente a segunda tempestade da temporada, Bertha, está atravessando o Atlântico.   Enquanto as previsões falam de condições neutras para os últimos meses do ano, o Centro de Previsão Climática disse que ainda não se poderia descartar uma mudança, pois as trocas El Niño-La Niña geralmente ocorrem na segunda metade do ano.

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