Divulgação/Cubadebate
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Fidel acusa EUA de desunir países pobres na questão climática

Ex-presidente cubano pede que nações 'lutem unidas' para evitar que o aquecimento se torne uma catástrofe

Efe,

05 Janeiro 2010 | 08h17

O ex-presidente cubano Fidel Castro acusou nesta última segunda-feira, 4, o Governo dos Estados Unidos de querer desunir os países do terceiro mundo na batalha contra a mudança climática e convocou as nações pobres para lutarem "unidas" por "verdadeiros acordos" que evitem uma catástrofe.

 

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"Não nos deixemos enganar. O que os Estados Unidos pretenderam com suas manobras em Copenhague é desunir o Terceiro Mundo, separar mais de 150 países em desenvolvimento da China, Índia, Brasil, África do Sul e outros", acusa o líder cubano na mais recente edição de suas "Reflexões", publicadas nesta segunda-feira na imprensa oficial cubana.

 

Fidel afirma que todos esses países devem "lutar unidos para defender, em Bonn, no México ou em qualquer outra conferência internacional, verdadeiros acordos que beneficiem todos os países e preservem a humanidade de uma catástrofe que pode levar à extinção de nossa espécie".

 

Intitulado "O mundo meio século depois", em referência ao 51º aniversário da Revolução Cubana, comemorado no último dia 1º, o artigo adverte que os países do terceiro mundo serão os primeiros a sofrer as consequências da mudança climática caso a humanidade não se mexa.

 

"Não se trata de um risco distante, para o século XXII, mas para o XXI. Tampouco é um risco para a segunda metade deste século, mas para as próximas décadas, nas quais já começaríamos a sofrer as perigosas consequências", afirma Fidel.

 

O ex-presidente cubano ressalta que essa batalha não é "uma simples ação contra o império e seus seguidores, que impõem seus estúpidos e egoístas interesses, mas de uma batalha mundial que não pode se dar ao luxo da espontaneidade ou ao capricho da maioria de seus meios de comunicação".

 

Fidel, de 83 anos e ainda primeiro-secretário do governante Partido Comunista de Cuba, também denuncia que a Missão Permanente da Dinamarca perante a ONU fez circular uma cópia do acordo de Copenhague com a intenção de buscar novas adesões ao documento por via indireta.

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