EUA vão se opor a meta para aquecimento global do G8

Proposta em discussão mostra que Estados Unidos preferem deixar discussão de metas para a ONU

Alister Doyle, Reuters,

23 Junho 2009 | 15h42

Os Estados Unidos têm resistido a uma proposta da União Europeia (UE) para que as nações industrializadas fixem um limite máximo de 2º C para o aquecimento global, diz um texto preliminar da cúpula do Grupo dos Oito, composto pelas sete maiores economias industriais e a Rússia.

 

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Dois graus é o ponto visto pela UE e por muitos países em desenvolvimento como o limiar além do qual a mudança climática atingirá níveis perigosos, com elevação do nível dos mares, ondas de calor, enchentes e secas.

 

O rascunho italiano para a cúpula do G8 que acontece na Itália no próximo mês, datado de 11 de maio, reafirma a meta de se fechar um acordo das Nações Unidas contra o aquecimento global  em dezembro, e diz que "uma parcela substancial" dos pacotes de estímulo deveriam se destinar a uma economia mais verde.

 

Mas o texto mostra um desacordo quanto a metas, numa seção que propõe ampliar para todo o G8 um compromisso europeu de "limitar a elevação média da temperatura a 2º C acima dos níveis pré-industriais".

 

A seção disputada diz: "Reiteramos que a meta de atingir uma redução de pelo menos 50% nas emissões globais até 2050, reconhecendo que isso significa que as emissões globais deverão atingir seu nível máximo em 2020". O declínio a partir de 2020 também seria um compromisso novo para o G8.

 

A delegação  dos Estados Unidos escreveu, em um comentário a essa seção, que "qualquer negociação de números ou valores deve ocorrer no contexto das negociações" das Nações Unidas.

 

O presidente Barack Obama, embora tenha prometido uma ação mais decisiva contra o aquecimento global que seu antecessor, George W. Bush, não abraçou a meta de 2º C. As temperaturas já estão 0,7º C acima do nível registrado no início da Revolução Industrial.

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