EUA precisam definir plano para depósitos de lixo nuclear

Polêmica envolve ampliação do atual depósito; Obama acredita que Yucca não deve ser expandido

AP

07 Novembro 2008 | 16h22

O Departamento de Energia dos Estados Unidos vai dizer ao Congresso, nas próximas semanas, que deve começar a buscar um segundo local permanente para enterrar o lixo nuclear, ou aprovar uma grande expansão do depósito atual, embaixo de uma montanha no deserto de Nevada.   Edward Sproat, chefe do departamento civil de lixo nuclear, disse na quinta-feira, 6, que o limite de 77 mil toneladas que o Congresso colocou no depósito de Yucca é pouco para as necessidades do país, e que deve ser expandido. Casa contrário, outro depósito deverá ser construído em outro local, disse.   O futuro do projeto de expansão ainda é completamente incerto.   O presidente eleito Barack Obama disse não acreditar que a região, a 145 quilômetros de Las Vegas, seja adequada para a manutenção de material altamente radioativo, e disse que outras opções devem ser exploradas.   Sproat, falando em uma conferência sobre lixo nuclear, disse que o Departamento de Energia mandará um relatório para o Congresso nas próximas semanas que defenderá a expansão de Yucca. Ele disse que em dois anos a quantidade de lixo nuclear produzida pelas 104 usinas nucleares americanas excederá as 77 mil toneladas. A montanha de Yucca não foi projetada para abrir antes de 2020.   Se o limite não for removido, disse Sproat, o relatório vai pedir que o Congresso de autoridade ao departamento para que avalie um segundo local de depósito para lixo nuclear. A lei atual proíbe esse tipo de pesquisa, acrescentou.   "Pensamos que ainda há espaço para mais material em Yucca. Quanto, não temos certeza", disse Sproat.   Allison Macfarlane, geólogo e professor da Universidade de George Mason, que estudou a área, disse que há limites claros para a expansão devido às falhas geológicas de terremotos e aos ricos de atividade vulcânica.

Mais conteúdo sobre:
energia nuclear EUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.