EUA e China precisam investir em captura de CO2, diz MIT

Metas de emissão não serão atingidas de países não diminuirem emissões das termoelétricas já existentes

AP,

19 Junho 2009 | 17h15

Encontrar uma maneira econômica para capturar dióxido de carbono das usinas termoelétricas já existentes é a chave para fazer com que a China diminua suas emissões de gases estufa, assim como para os Estados Unidos combaterem o aquecimento global, afirma um estudo divulgado nesta sexta-feira, 19.

 

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O estudo do Massachusetts Institute of Technology (MIT) conclui que os Estados Unidos não poderão atingir as metas de emissão de gases estufa, a não ser que encontrem uma maneira de capturar economicamente o CO2 vindo das termoelétricas já existentes.

 

As termoelétricas geram cerca de metade da eletricidade do país e 80% das cerca de 2 bilhões de toneladas de CO2 emitidas anualmente pela produção de energia. A China também confia nas termoelétricas para a produção energética e, nos últimos cinco anos, esteve em uma corrida para a construção de novas usinas - nenhuma delas com captura de carbono.

 

"Não há um meio de reduzir as emissões de gases estufa sem reduções nas termoelétricas existentes", diz o relatório. Membros do congresso estão sendo informados sobre o relatório do MIT.

 

A Captura e Armazenamento de Carbono (CCS, na sigla em inglês), um processo de enterrar gases prejudiciais, é tido por alguns como uma arma potencial para frear as emissões de gases causadores do efeito estufa que ameaçam aquecer a atmosfera a níveis perigosos.

 

Esse método de captura vem sendo usado em projetos relativamente menores há muitos anos, mas nunca nos grandes volumes que seriam necessários para uma termoelétrica.

 

O relatório do MIT afirma que há múltiplas tecnologias sendo exploradas pra a captura, mas o governo ainda não deu apoio suficiente para pesquisas nessa área e seu desenvolvimento é lento para atingir os gigantes projetos necessários.

 

O relatório afirma que o governo e a indústria precisam "expandir dramaticamente" sua apoio à pesquisa de captura de carbono, investindo de US$ 12 a US$15 bilhões em seu desenvolvimento.

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