EUA buscam isenção de plano da UE de taxar CO² de empresas aéreas

Americanos buscam isenção para suas empresas; UE diz que não vai recuar

Reuters

22 Junho 2011 | 18h50

Os Estados Unidos exigiram nesta quarta-feira que companhias aéreas americanas sejam isentadas dos planos da Uniao da Europeia de impôr licenças de carbono a todos os voos, endurecendo um impasse sobre o esquema da UE que deve começar em 2012.

“Nós claramente expressamos nossas fortes objeções aos planos da UE, tanto em termos legais quanto de políticas públicas”, disse um oficial americano em entrevista coletiva após reunião em Oslo entre negociadores dos EUA e da UE sobre formas de refrear as mudanças climáticas.

Foi a crítica mais forte ao plano para penalizar emissões de gases de efeito estufa emitidos por companhias aéreas no governo Obama.

O oficial, que pediu anonimato, disse que UE estava usando “a forma errada de perseguir o objetivo certo”, combater o aquecimento global. As demandas dos EUA se concentraram numa isenção, e não em convencer a UE a abandonar o plano. “Não falamos sobre como isso poderia ser feito”, disse outro oficial americano.

A Comissão Europeia reiterou não ter planos de recuar. “A Comissão está pronta para consultas a qualquer hora, mas não deve haver ilusão – a UE não tem intenção de retir ou emendar a diretriz. É lei estabelecida da UE”, disse à Reuters um oficial presente ao encontro.

Várias empresas aéreas americanas estão desafiando a medida da UE em tribunais europeus. Neste mês, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, disse que a organização não recuaria das novas medidas.

A partir de 1º de janeiro de 2012, a UE irá obrigar a inclusão de todas as empresas aéreas voando para a Europa no ETS (Emissions Trading Scheme), sistema que força os poluidores a comprarem licenças para cada tonelada de dióxido de carbono emitida acima de um determinado limite.

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