TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO
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'Essas reservas permanecem intocadas', diz ministro sobre Renca

Segundo ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, presença do Estado e da iniciativa privada vai 'reprimir e eliminar atividade ilegal' na reserva, localizada na divisa entre o Pará e o Amapá

Anne Warth, O Estado de S.Paulo

12 Setembro 2017 | 12h11

BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse que as reservas ambientais e indígenas que fazem parte da Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca) serão preservadas. "Essas reservas permanecem intocadas", disse o ministro, em conferência com a imprensa estrangeira.

Em agosto, o governo publicou um decreto que extinguia a Renca, mas a decisão foi alvo de muita polêmica e críticas por parte de ambientalistas, pois a área fica na floresta amazônica. No fim do mês, a União decidiu paralisar todos os procedimentos relativos a atividades de mineradoras na região. Diversos artistas gravaram um vídeo em protesto contra a extinção da Renca, que viralizou nas redes sociais.

O ministro respondeu a essas críticas e disse que, no futuro, a presença do Estado e de empresas privadas na Renca vai contribuir para preservar a região e acabar com o garimpo ilegal.

"Temos hoje 3 mil garimpeiros e 28 pistas de pouso na Renca. Nunca nenhum órgão ambiental manifestou indignação antes sobre essa exploração ilegal que acontece na Renca", afirmou. "Com a presença do Estado e da iniciativa privada, vamos reprimir e eliminar atividade ilegal na Renca. Mesmo que haja mineração na área, ela se dará em área remanescente."

Criada em 1984, a Renca fica na divisa entre Pará e Amapá e tem uma área equivalente ao Espírito Santo. A região possui reservas minerais de ouro, ferro e cobre. 

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