Empresas de pecuária reagem a acusações do Greenpeace

Segundo a organização ambientalista, o avanço da pecuária é o principal fator de desmatamento da floresta

02 Junho 2009 | 16h13

O frigorífico JBS e o grupo agroindustrial Bertin - cuja seção de laticínios controla as marcas Vigor, Leco, Danubio e Faixa Azul - responderam nesta terça-feira, 2, ao relatório da ONG Greenpeace que acusa os produtores, processadores e revendedores de carne e derivados bovinos do Brasil de participação na devastação da Amazônia.

 

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 documentoVeja a íntegra do relatório (em inglês - arquivo de 60 MB)

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Segundo a organização ambientalista, o avanço da pecuária é o principal fator de desmatamento da floresta na atualidade. Ambas as empresas afirmam que pautam suas ações pela responsabilidade ambiental.

 

Em nota enviada à imprensa, a JBS afirma é signatária do Pacto contra o Desmatamento da Amazônia, um compromisso de empresas para a exploração sustentável dos recursos da região. "Com a assinatura do Pacto, a JBS reforça, ainda mais, o seu compromisso de promover o consumo responsável, não adquirindo matéria-prima de propriedades que praticam crime ambiental", diz a nota.

 

Já a Bertin diz, também em nota, que seus negócios são conduzidos "de forma integrada com a responsabilidade social e ambiental".

 

A Bertin afirma ainda que todos os seus fornecedores são legais e não constam nem da lista suja do Ministério do Trabalho e Emprego, que condena práticas semelhantes à escravidão, e nem de lista de áreas embargadas por crime ambiental publicada pelo Ibama.

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