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Emissão de CO2 de emergentes tem de parar de subir até 2020

As emissões globais de carbono cairão até 3% neste ano, após a recessão global, disse agência internacional

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Reuters ,

06 Outubro 2009 | 09h06

As emissões de carbono de um grupo de países em desenvolvimento mais ricos, que inclui Brasil, China e nações do Oriente Médio, precisam parar de crescer até 2020 para que o controle do aquecimento global seja possível, disse a Agência internacional de Energia (AIE) nesta terça-feira, 6.

 

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A estimativa é muito mais ambiciosa que as metas oferecidas pelas economias emergentes nas negociações das Nações Unidas para a elaboração de um novo pacto climático internacional.

 

Na segunda-feira, a China - maior emissor de carbono do mundo - havia acusado os países ricos de "matar" o atual Protocolo de Kyoto, ao defender estratégias flexíveis para o corte de suas próprias emissões, durante conversações mantidas em Bangcoc.

 

As emissões globais de carbono cairão no máximo 3% neste ano, após a recessão global, disse a AIE, que atua como consultoria em questões energéticas para 28 países industrializados.

 

"Isso nos dá uma chance de fazer progresso real rumo a um futuro de energia limpa, mas apenas e as políticas corretas forem adotadas imediatamente", disse o diretor-executivo da agência, Nobuo Tanaka.

 

O relatório, uma edição antecipada do anuário World Energy Outlook, prevê que US$ 10 trilhões em investimentos extras em energia serão necessários de 2010 a 2030 para controlar as emissões de carbono, ou de 0,5% a 1% da produção econômica global, mas que praticamente todo montante poderia ser suprido com ganhos de eficiência energética.

 

Limitar o aquecimento global a 2º C, o que, segundo cientistas, poderia evitar as consequências mais dramáticas da mudança climática, só será possível se as emissões globais causadas pela queima de combustíveis fósseis pararem de crescer antes de 2020.

 

As emissões dos países ricos precisam cair continuamente abaixo dos níveis de 2007. E outras grandes economias, como Brasil, China, Rússia, África do Sul e Oriente Médio só poderiam crescer em suas emissões até 2020.

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