'É um custo alto, mas que valoriza o imóvel'

O engenheiro civil Luiz Roberto Salvador, de 52 anos, apostou na ideia da autoprodução e instalou os painéis solares em setembro, pouco depois de mudar-se com a família para a nova casa, em Campinas. A intenção de produzir energia limpa, ele admite, só se tornou realidade com a perspectiva de reduzir gastos. "Desde o início quis construir uma casa sustentável, mas foi a resolução da Aneel que tornou mais atraente a ideia de produzir a própria energia", afirma.

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

17 Dezembro 2012 | 02h06

O investimento de R$ 44 mil para a instalação de 16 painéis solares encontrou resistência até dentro de casa. "Foi difícil convencer minha mulher, por exemplo. É um custo alto, mas que acredito que terá retorno quando começar a valer o sistema de crédito. Além disso, acho que valoriza o imóvel como um todo", diz Salvador. "Trabalhei na área de telecomunicações, onde a energia solar é bastante utilizada, e sei do potencial deste tipo de geração."

Em quase 80 dias, os painéis da casa produziram cerca de 1400 quilowatts-hora, metade do que a família consumiu no período. "Por enquanto, boa parte da energia que produzimos é desperdiçada. Mas espero que, em breve, a gente consiga compensar totalmente nosso consumo com a eletricidade vinda do nosso telhado", diz Salvador.

Segundo Jonas Gazoli, dono da Eudora Solar, uma das poucas fornecedoras do Brasil deste tipo de equipamento, é possível produzir energia solar em qualquer parte do País. "Há uma pequena adaptação conforme a região. No Nordeste, é possível que se precise de uma ou duas placas a menos, por exemplo, para gerar a mesma energia que no Sul", explica. "Mas nossos piores pontos de insolação estão bem acima dos melhores locais na Europa, onde a energia solar é largamente utilizada."

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