Diretor de empresa que causou vazamento tóxico na Hungria é preso

Anúncio foi feito pelo primeiro-ministro do país, Viktor Orbán; 'barro vermelho' já matou oito pessoas e deixou mais de 150 feridos

EFE,

11 Outubro 2010 | 10h18

BUDAPESTE - O diretor-geral da empresa de alumínio MAL, Zoltán Bakonyi, proprietária do dique que originou o vazamento tóxico na Hungria, foi detido nesta segunda-feira, 11. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro do país, Viktor Orbán, que informou ainda que a empresa está sob o controle direto do Estado.

 

Em discurso perante o Parlamento, Orbán anunciou que será criado o cargo de "Comissário de Defesa para Catástrofes", responsável por "supervisionar, dirigir e conduzir" os bens da MAL. "A empresa que causou a catástrofe do "barro vermelho" deverá ser dirigida pelo Estado", manifestou o primeiro-ministro. "Não podemos seguir vivendo com perigos secretos", acrescentou.

 

Por outra parte, Orbán ressaltou que a Hungria não pode permitir-se perder milhares de postos de trabalho na região afetada, indicando que será reiniciada a produção da MAL, suspensa após a catástrofe.

 

Vítimas. Chegou a oito o número de mortos em decorrência do vazamento, depois de as equipes de resgate encontrarem o corpo da última pessoa desaparecida.

 

O corpo da oitava vítima foi achado no lodo, entre as localidades de Devecser e Kolontar, informou à Agência EFE a porta-voz de Defesa Civil, Györgyi Tüttös.

 

A ruptura de um dique que acumulava resíduos tóxicos de uma fábrica de alumínio há uma semana deixou ainda ao redor de 150 feridos, além de afetar uma área de cerca de 40 quilômetros quadrados.

 

As autoridades focam no momento na finalização da construção de um dique de contenção diante do provável desmoronamento do muro norte da represa que vazou.

 

Com uma extensão de 1.500 metros, cinco de altura e 25 de largura, o objetivo da obra é evitar que um novo vazamento arrase a já evacuada localidade de Kolontar.

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