Dinamarca solta ativistas do Greenpeace presos desde a COP-15

Os quatro ativistas da ONG esperarão a definição da data de seu processo em liberdade

Efe

06 Janeiro 2010 | 17h51

A Justiça dinamarquesa ordenou nesta quarta-feira a libertação de quatro ativistas do Greenpeace detidos no último dia 17 em Copenhague durante a cúpula da ONU sobre mudanças climáticas (COP-15).

 

O quarteto foi recebido com aplausos ao deixar a prisão em Copenhague por cerca de 30 membros e simpatizantes da organização, que desde a cúpula mantém seu famoso barco "Rainbow Warrior" em um píer da capital dinamarquesa. 

 

Os ativistas não quiseram dar declarações ao saírem da prisão e mencionaram apenas que concederão uma entrevista coletiva amanhã no "Rainbow Warrior".

 

O próprio Greenpeace comunicou que os quatro ativistas foram postos em liberdade com acusações contra si, mas não precisarão se apresentar à Justiça dinamarquesa amanhã e deverão esperar a definição da data de seu processo.

 

O quarteto é acusado de invadir o jantar de gala que a rainha da Dinamarca ofereceu aos chefes de Estado e de Governo durante a COP15. A Polícia dinamarquesa os acusou de invasão de domicílio e falsificação de documentos, entre outros crimes. 

 

Foram libertados hoje Juan López de Uralde, presidente do Greenpeace na Espanha, a sueca Nora Christiansen, o suíço Christian Schmutz e o holandês Joris Thijssen. A coordenadora de campanhas do Greenpeace, María José Caballero, disse à Agência Efe que a prisão dos quatro ativistas foi uma "medida desnecessária" e exagerada.

 

Caballero criticou o fato de os ativistas terem ficado incomunicáveis durante 21 dias e que as Embaixadas dos respectivos países tenham tido que manter "duras negociações" para que as famílias pudessem visitar os quatro detidos.

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