Deputados detalham plano contra mudança climática dos EUA

Projeto daria à indústria até dois bi de toneladas em 'créditos' para que consiga fazer cortes nas emissões

Richard Cowan, Reuters

31 Março 2009 | 15h55

Deputados democratas norte-americanos propuseram nesta terça-feira, 31, um projeto de lei sobre mudança climática e eficiência energética que daria à indústria até dois bilhões de toneladas em "créditos" anualmente para ajudá-la a cumprir as exigências de cortes nas emissões de gases estufa.    

 

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O projeto proposto pelos principais democratas do Comitê de Energia e Comércio da Câmara também daria à indústria "descontos" para que empresas norte-americanas sejam capazes de permanecer competitivas com companhias estrangeiras.

De acordo com o comitê, a legislação daria ao presidente o poder de estabelecer um programa de "ajuste marginal", caso os descontos forem insuficientes.

"Sob esse programa, as indústrias estrangeiras e os importadores teriam de pagar e fazer concessões especiais para 'cobrir' o carbono contido nos produtos que entram nos EUA", disse o comitê.

Embora o projeto tenha sido divulgado nesta terça-feira, 31, pelo presidente do Comitê de Energia e Comércio da Casa dos Representantes, Henry Waxman, e pelo deputado Edward Markey, detalhes do plano foram obtidos pela Reuters na noite de segunda-feira, 30.

Sob o plano Waxman-Markey, que provavelmente será aprovado pelo comitê nas próximas semanas, os EUA vão abraçar um sistema de limitação de cotas e comercialização ("cap and trade") para reduzir as emissões dos gases estufa que têm sido relacionados aos problemas da mudança climática.

O projeto, que usa 2005 como ano-base, exige que as emissões de carbono dos EUA sejam reduzidas em 20% até 2020, em 42% até 2030 e em 83% até 2050.

Essas metas são um pouco mais agressivas que os cronogramas propostos pelo presidente Barack Obama.

"Essa legislação criará milhões de empregos relacionados à energia limpa, colocará a América no caminho da independência energética e cortará a poluição do aquecimento global", afirmou Waxman.

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