Croácia registra níveis de alumínio superiores ao normal no Danúbio

A substância chegou às águas do afluente Marcal e, dali, alcançou o Danúbio, o segundo maior rio da Europa

EFE, EFE

15 Outubro 2010 | 15h24

 

As autoridades da Croácia informaram que detectaram no início da semana nas águas do Danúbio um nível de alumínio até 4,5 vezes superior ao normal, mas reconheceram que não se trata de concentrações nocivas à saúde humana ou ao meio ambiente.

 

A Direção Estatal de Proteção e Salvamento (DSUZ) indica que esse nível máximo provém de uma mostra de água retirada no último dia 12 em Batina, ponto onde o rio separa a Croácia da Hungria - país onde ocorreu um vazamento de resíduos tóxicos de uma fábrica de alumínio no último dia 4.

 

A substância chegou às águas do afluente Marcal e, dali, alcançou o Danúbio, o segundo maior rio da Europa.

 

As análises de água do dia 13 mostraram uma concentração 3,1 vezes maior do que o normal. Já as do dia 14 foi menor, com tendência a diminuir, assinala o relatório.

 

Mas, segundo o Instituto Croata de Toxicologia, não são quantidades perigosas à saúde humana nem ao meio ambiente. A entidade destaca, como exemplo, que se alguém bebesse dois litros dessa água de maior concentração, teria ingerido milhares de vezes menos alumínio do que pessoas que sofrem de úlcera costumam tomar diariamente nos remédios.

 

Não foram registradas significativas alterações das concentrações de outros metais perigosos, como arsênico, cromo e mercúrio, cuja concentração está muito abaixo dos níveis permitidos, garantem as autoridades croatas.

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