Conferência de Cidades discute índice de biodiversidade urbana

O número é composto por 25 indicadores que avaliam desde a área verde até o orçamento dos municípios

07 Janeiro 2010 | 16h11

Continua até sábado (09) a 2ª Reunião de Curitiba sobre Cidades e Biodiversidade, organizada pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) das Nações Unidas. O encontro acontece no Parque Birigui, na capital paranaense, onde representantes de cidades de 16 países de diferentes continentes tentam definir um plano de ação visando a preservar a biodiversidade. O documento produzido será apresentado em Nagoya, no Japão, durante a 10ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) das Nações Unidas, marcada para outubro deste ano.

 

De acordo com matéria do jornal Diário Popular do Paraná, um dos temas em discussão na reunião de Curitiba, durante a tarde de ontem, foi a aprovação de um Índice de Biodiversidade Urbana. A proposta surgiu em Cingapura e vem sendo testada por sete cidades: Curitiba, Nagoya, Montreal e Edmonton, no Canadá, Joondalup, Austrália e Bruxelas, Bélgica.

O Índice conta com 25 indicadores que avaliam desde a área verde, parcerias com instituições e até o orçamento dos municípios destinado a projetos de biodiversidade. Cada indicador tem quatro pontos, que somados totalizam 100 pontos. Quanto mais pontos, melhor a biodiversidade de uma cidade.

De acordo com a diretora do Ministério do Meio Ambiente de Cingapura, Wendy Yap, o índice é uma “auto-avaliação”, que deverá servir como um espelho para a cidade identificar as falhas e os acertos.

No resultado de uma pesquisa preliminar, Curitiba obteve nota 80 na avaliação dos indicadores.

 

A reunião marca também o início das comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade, instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2006. Esta é a segunda vez que o município sedia um encontro preliminar da Conferência das Partes. O primeiro, foi em 2007, um ano depois da capital paranaense abrigar a COP 8 e a MOP 3, também promovidos pela ONU.

 

Com informações do jornal Diário Popular do Paraná e colaboração de Afra Balazina.

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