Com Decreto do Clima, Rio pretende reduzir CO2 em até 60%

Iniciativa deve evitar a emissão de aproximadamente 1 milhão de toneladas de dióxido de carbono

Estadão.com.br

26 Setembro 2011 | 18h42

O governador Sérgio Cabral assinou nesta segunda, 26, o Decreto do Clima, uma lei que autoriza a implantação do Plano Estadual sobre Mudança do Clima e Desenvolvimento Sustentável para o Estado do Rio de Janeiro. O plano define o conjunto de estratégias que irão garantir a promoção de uma economia de baixo carbono e do uso eficiente de recursos naturais. 

A cerimônia aconteceu no Palácio da Guanabara, onde estavam presentes os secretários das pastas de Meio Ambiente, Desenvolvimento e Agricultura, organizadoras do projeto.

De acordo com o plano, o total de energia limpa gerado no Rio de Janeiro deverá aumentar em 40% nos próximos 20 anos. A iniciativa evitará a emissão de aproximadamente 1 milhão de toneladas de CO2. Setores da economia como transporte e agricultura têm metas ambiciosas. 

Na agricultura, as reduções totalizarão 0,86 milhões de toneladas de CO2 até 2030. O projeto prevê o manejo sustentável de pastagens, a proteção de nascentes e a melhoria da produção animal. 

"No mesmo prazo, esperamos reduzir em até 30% a emissão de carbono feita pelo transporte público do Rio de Janeiro", diz a subsecretária de Energia Verde do Estado, Suzana Kanh. A quantidade de lixo reciclado na cidade, por sua vez, terá de crescer 15%.  

Na cerimônia, o governador assinou também um decreto estabelecendo a política de apoio à produção de equipamentos utilizados na geração de energias solar e eólica. "Iremos desonerar as empresas que se envolverem com a causa", explica Suzana, acrescentando que o dinheiro utilizado para viabilizar a implantação do plano virá do Fundo de Conservação Ambiental (FCA) e de entidades como a Fundação de Apoio à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj).

Rio em alerta

O Decreto do Clima foi aprovado no mesmo dia em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou o resultado de uma avaliação inédita, determinando o índice de poluição em 1,1 mil cidades. No Brasil, a situação mais delicada é a do Rio de Janeiro. Por cada metro cúbico de ar foi encontrada uma taxa de 64 microgramas de poluição. Para a OMS, o ideal seria 20 microgramas. 

Um cidadão no Rio respira um ar seis vezes mais poluído que na Austrália ou Luxemburgo, por exemplo. São Paulo, apesar de estar em uma situação melhor, não tem nada a comemorar. A capital paulistana tem um índice duas vezes superior ao recomendado. De 91 países avaliados, o Brasil é o 44° com maior índice médio de poluição do ar.

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