Jiang He/AP
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China luta para manter vazamento de petróleo longe de águas internacionais

Greenpeace avalia se derramamento é pior que o divulgado; bactéria que come óleo é usada na limpeza

AP

20 Julho 2010 | 15h30

PEQUIM - A China se esforça para manter um derramamento de óleo longe de águas internacionais nesta terça-feira, 20. O grupo ambientalista Greenpeace tenta avaliar se o maior derramamento já comunicado pelo país é pior do que foi divulgado.

O vice-prefeito da cidade de Dalian, Dai Yulin, disse que 40 barcos de controle de óleo entrariam em ação nesta terça à noite, juntamente com centenas de barcos de pesca.

Uma bactéria que come petróleo também está sendo utilizada na limpeza. "Nossa prioridade é recolher o óleo derramado no prazo de cinco dias para reduzir a possibilidade de contaminação de águas internacionais", disse.

Não ficou claro a que distância da Coreia do Norte ocorreu o vazamento.

O óleo cru começou a surgir no Mar Amarelo por um movimentado porto do nordeste do país, depois que um gasoduto explodiu no final da semana passada, provocando um grande incêndio durante 15 horas. O governo diz que a mancha tem se espalhado por um trecho de 180 quilômetros quadrados no oceano.

Imagens de chamas de até 30 metros de altura perto de reservas estratégicas de petróleo da China chamaram a atenção do presidente Hu Jintao e de outros líderes. O desafio agora é a limpeza da camada gordurosa no litoral de Dalian, uma vez eleita a cidade mais habitável da China.

O Greenpeace China divulgou várias fotografias no local do incidente nesta terça, antes de a equipe ser forçada a deixar o local. Eles mostraram petróleo em praias rochosas, um homem coberto de petróleo e trabalhadores carregando um colega também envolto por óleo. O estado de saúde dele é desconhecido.

Ativistas disseram que é muito cedo para afirmar o impacto que a poluição pode ter sobre a vida marinha.

Apesar do incidente, o Festival Internacional de Cultura Praiana de Dalian, que atrai milhares de turistas todos os anos, começou no último fim de semana. A agência estatal Xinhua News disse que as águas em torno da praia não tinham sido afetadas pelo vazamento.

Autoridades informaram à Xinhua que ainda não sabem quanto petróleo vazou, mas a emissora China Central Television disse que nenhum foco de poluição - incluindo petróleo e produtos químicos de combate a incêndios - entrou no mar nesta terça.

O porto de Dalian é o segundo maior de importação de petróleo bruto, e o vazamento da semana passada parece ser o maior do país nos últimos anos.

A mídia chinesa continua a falar sobre a explosão e a limpeza do óleo, apesar de o governo ser conhecido por censurar informações quando se trata de temas sensíveis.

A Agência Internacional de Energia disse nesta terça que a China já ultrapassou os Estados Unidos como o maior consumidor mundial de energia, usando o equivalente a 2,252 bilhões de toneladas de petróleo no ano passado. A China questionou o cálculo.

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