China e Índia aderem a acordo climático de Copenhague

A China se tornou hoje o maior país entre os emergentes a assinar o acordo climático de Copenhague. Pequim notificou o Secretariado de Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU) que o organismo pode incluir o país na lista de nações que apoiam o pacto. Ontem, a Índia também aderiu ao acordo.

AE-AP, Agencia Estado

09 Março 2010 | 19h31

A nota de uma linha do principal negociador climático chinês, Su Wei, autorizou a adição da China à lista do acordo realizado na capital dinamarquesa em dezembro. A Índia também enviou uma nota, ontem, dizendo que "apoia o conteúdo do acordo". Mais de 100 países já responderam à pergunta feita pela Dinamarca sobre se gostariam de ser "associados" ao acordo.

A postergada resposta dos dois países que mais elevam sua produção de poluentes resultou em preocupações de que, sem sua cooperação, o acordo não iria adiante. Agora, o fato de terem evitado a palavra "associado" foi vista como deliberada e, possivelmente, uma medida para se distanciarem de um endosso completo ao documento.

As respostas à pergunta dinamarquesa destacam o abismo que permanece após a decepcionante conferência de Copenhague. O resultado da cúpula ficou longe de sua ambição original de conquistar um acordo sobre as emissões de dióxido de carbono e outros gases responsabilizados pelo aquecimento global.

Acordo climático

O acordo, concluído nos minutos finais, estabeleceu como objetivo a limitação do aumento da temperatura média da Terra a 2 ºC em relação a níveis pré-industriais. Mas não diz como isso será alcançado ou como os países devem dividir as dificuldades de cortar as emissões de carbono.

Também diz que países em desenvolvimento devem receber US$ 30 bilhões nos próximos três anos para ajudá-los a enfrentar as mudanças já em andamento, como a mudança do padrão das chuvas e outros efeitos das mudanças climáticas. Até agora, não há nenhuma proposta sobre a mesa sobre como levantar ou distribuir esses fundos.

A comissária sobre o clima de União Europeia, Connie Hedegaard, disse ao Parlamento europeu em Bruxelas, hoje, que seria arriscado esperar de um acordo legal surja da próxima reunião sobre clima, que será realizada em Cancún, no México, em dezembro. Hedegaard disse ao Parlamento Europeu que "as diferenças existentes entre os lados podem atrasar o acordo até o ano que vem". Com informações da Dow Jones.

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