Brasil alerta que posição do Japão põe sucesso do COP-16 em xeque

Negociador brasileiro diz que japoneses precisam empreender um segundo período de compromissos do Protocolo de Kioto

Efe,

07 Dezembro 2010 | 10h40

CANCÚN - O Brasil advertiu nesta segunda-feira, 6, que a negativa do Japão em empreender um segundo período de compromissos do Protocolo de Kioto coloca em perigo o êxito da 16ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudança Climática (COP-16).

 

"O Japão tem uma posição firme e é algo que pode ter um impacto negativo sobre todo o programa", afirmou em entrevista coletiva o número três da delegação de negociadores brasileira, o embaixador Sérgio Serra.

 

Brasil e Reino Unido receberam no domingo a incumbência da presidência da cúpula para tentar desbloquear as negociações para renovar o Protocolo de Kioto, que vence em 2012.

 

Serra disse que brasileiros e britânicos se reuniram com os representantes japoneses para tentar encontrar uma fórmula que permita solucionar um dos principais empecilhos nas negociações, que serão finalizadas no dia 10 de dezembro.

 

O negociador brasileiro indicou que em Cancún se tenta chegar a um acordo para iniciar um segundo período de compromissos, mas os números exatos sobre as novas reduções de emissões seriam decididos mais adiante.

 

O Brasil apoia uma segunda fase do tratado, no qual se estabeleçam metas de redução de emissões entre 25% e 40% com relação aos níveis de emissões de 1990, como recomenda o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, em sua sigla em inglês).

 

A renovação do Protocolo de Kioto é um dos pontos "inegociáveis" postos nesta segunda-feira sobre a mesa por Brasil, Índia, China e África do Sul, os quatro países emergentes do bloco conhecido como Basic.

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