Lee Celano/Reuters
Lee Celano/Reuters

BP permite que ambientalistas resgatem tartarugas em risco

ONGs alegam que animais são queimados vivos durante processo da BP para evitar o avanço da mancha

Manuel Cunha Pinto, estadao.com

05 Julho 2010 | 19h08

A petrolífera BP e a Guarda Costeira dos Estados Unidos aceitaram que ambientalistas resgatem tartarugas marinhas e evitem que elas morram durante a queima de parte do óleo que vazou no Golfo do México. O método tem sido usado para tentar impedir o avanço da mancha. Em contrapartida, ONGs que entraram com ação judicial contra a empresa na semana passada para proibir totalmente a queima concordaram em retirar o pedido de liminar. 

 

Os ambientalistas alegavam que era "quase certo" que as tartarugas estavam presas nas caixas que a BP utiliza para recolher o óleo e depois queimá-lo. A petrolífera, por meio do representante Mark Proebler, afirmou que, apesar de não poder dar a certeza de que nenhum animal havia sido queimado, tentou evitar tais acidentes com a fiscalização de tripulantes de suas embarcações. "Todo nosso esforço é tomado para evitar que isso [queima de tartarugas] ocorra", garantiu Proebler.

 

Não se sabe quantas tartarugas foram mortas nas centenas de queimas já realizadas, ainda que o administrador da guarda costeira Thad Allen tenha dito que não há evidências da morte de tartarugas por tais ações. No entanto, pesquisadores afirmam que carcaças de peixes e outros animais afundam rapidamente. "Finalmente posso dormir novamente, sabendo que tartarugas não estão sendo queimadas vivas" disse Carole Allen, diretora do Projeto de Conservação das Tartarugas do Golfo.

 

Em uma petição que circula pela internet, mais de 150 mil pessoas pedem que a BP pare de queimar o óleo que vazou. Já foram realizadas pelo menos 257 queimas em uma área de 800 quilômetros quadrados, o que fez com que fossem removidos 37 milhões de litros de óleo da superfície.

 

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