BP inicia provas com novo dispositivo para conter vazamento

Intenção é ver se o novo dispositivo consegue evitar que o petróleo seja derramado no Golfo do México

Efe

13 Julho 2010 | 17h12

WASHINGTON - A empresa responsável pelo vazamento de petróleo no Golfo do México, a BP, começará nesta terça-feira, 13, a realizar as provas com a nova peça instalada sobre o poço, para comprovar sua efetividade.

Em sua entrevista coletiva diária, o almirante Thad Allen, coordenador das tarefas de luta contra o derramamento, disse que as provas começarão a ser feitas ainda nesta terça.

A intenção é ver se o novo dispositivo consegue evitar que o petróleo seja derramado no mar, pela primeira vez nos 85 dias transcorridos desde que a plataforma Deepwater Horizon explodiu e afundou no Golfo do México.

Os especialistas querem determinar a pressão registrada no poço. Se for muito baixa durante as seis primeiras horas, ou forem detectadas fugas em outras áreas do poço, a BP pode decidir que a peça não tem a resistência suficiente para vedar o poço totalmente.

Se a pressão for alta, a BP continuará supervisionando a situação durante aproximadamente 42 horas a mais, para ver se a nova peça resiste, explicou Allen. Se os resultados das provas forem positivos, a empresa pode então fechar o fluxo de petróleo de maneira gradual.

O objetivo é comprovar que o novo dispositivo pode resistir pelo menos meia tonelada por centímetro quadrado.

Se a peça não puder aguentar as altas pressões, em vez de fechar o poço completamente, o petróleo será desviado a navios da superfície marinha, como estava sendo feito nas últimas semanas.

Até que a nova peça tenha êxito e sele o poço, a solução será tratada apenas como provisória.

O remédio definitivo chegará quando ficar pronto o poço auxiliar que é perfurado pela BP, através do qual será injetada uma solução de cimento e barro pesado, que acabará com o vazamento definitivamente.

Espera-se que o poço auxiliar esteja pronto em 27 de julho, alguns dias antes da data calculada inicialmente.

Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), o vazamento já derramou entre 2,3 e 4,5 milhões de barris de petróleo no Golfo.

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