Michael Reynolds/Efe
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BP deve pagar por vazamento e seguir como companhia estável, diz Cameron

Premiê britânico diz em coletiva na Casa Branca que interessa a todos manter empresa viva

EFE

20 Julho 2010 | 16h40

WASHINGTON - O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, afirmou em coletiva nesta terça-feira, 20, na Casa Branca, que a companhia petrolífera BP deve limpar o vazamento no Golfo do México, pagar as indenizações que lhe correspondem e "continuar como uma companhia estável e forte".

 

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Em declarações junto ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o premiê fez alusão às críticas sobre o suposto papel da BP na libertação do autor do atentado de Lockerbie, o líbio Abdelbaset al Megrahi, e lembrou que a libertação "foi uma decisão do governo autônomo escocês, não da companhia petrolífera".

Por sua vez, Obama disse que dará "as boas-vindas" a qualquer nova informação sobre como a libertação de Megrahi. O terrorista foi devolvido à Líbia porque, supostamente, sofria de câncer de próstata terminal.

Um ano depois da libertação, o único condenado pelo atentado que custou a vida de 270 pessoas ao explodir um avião americano quando sobrevoava a comunidade escocesa de Lockerbie, em 1989, continua vivo e em liberdade na Líbia, sem que tenham sido detectados indícios de uma piora em seu estado de saúde.

Os meios de comunicação britânicos disseram que a BP fez pressões a favor da libertação de Megrahi, pois buscava concessões petrolíferas em águas líbias.

Na época, tanto Cameron - então líder da oposição - como o governo dos Estados Unidos criticaram duramente a decisão do governo autônomo escocês, ao considerar que Megrahi deveria ter cumprido plenamente sua condenação de prisão perpétua.

Em suas declarações nesta terça, o primeiro-ministro britânico se declarou contra a abertura de uma investigação sobre a libertação do terrorista líbio. "Não é preciso uma investigação para dizer que foi uma decisão ruim", afirmou.

Sobre a BP, Cameron disse que entende a frustração nos Estados Unidos contra a companhia petrolífera por sua responsabilidade no vazamento e assegurou que, em conversas com os executivos da empresa, está de acordo de que a BP deve pagar os custos do acidente e limpar a mancha de petróleo no Golfo.

No entanto, é "uma companhia importante e convém aos dois países que ela siga sendo uma empresa estável e forte", ressaltou o premiê inglês.

O vazamento no Golfo do México começou após a explosão, no dia 20 de abril, de uma plataforma operada pela BP e o seu posterior afundamento.

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