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Bióloga brasileira deixa a prisão na Rússia após pagamento de fiança

O Estado de S. Paulo

20 Novembro 2013 | 14h 40

A gaúcha Ana Paula Maciel é a primeira do grupo de ativistas do Greenpeace a ser libertada

SÃO PAULO - A bióloga brasileira Ana Paula Maciel, de 31 anos, deixou nesta quarta-feira, 20, o Centro de Detenções em São Petesburgo, na Rússia, após pagamento de fiança de 2 milhões de rubros (R$ 138 mil). Na terça-feira, 19, a Justiça russa concedeu liberdade à gaúcha. A brasileira é a primeira do grupo de 28 ativistas e 2 jornalistas a ganhar a liberdade - eles foram detidos em 19 de setembro depois que tentaram escalar uma plataforma de petróleo em protesto contra a exploração no Ártico. O chanceler brasileiro Luiz Alberto Figueiredo telefonou para Ana Paula com o objetivo de manifestar apoio, segundo a conta oficial do Itamaraty no Twitter.

 

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Em nota, o Greenpeace afirmou que ainda não foram divulgados pela Justiça russa os detalhes sobre as condições e restrições impostas àqueles que ganharem liberdade provisória. "Não se sabe, portanto, se Ana Paula poderá deixar o país ou receber visitas. Essas informações devem ser esclarecidas nos próximos dias", disse a ONG. "Meu coração de mãe sempre me disse para eu manter a fé. Mal posso esperar para ter minha amada filha nos meus braços e de volta para casa. Sabemos que o caso ainda não terminou, mas minha filha é uma guerreira e superará tudo isso no final", afirmou Rosangela Maciel, mãe de Ana Paula, segundo o Greenpeace.

Até agora, de acordo com a ONG, a Justiça russa concedeu liberdade provisória, sob fiança, a 18 pessoas do grupo de ativistas. O pagamento está sendo providenciado pelos advogados. Onze pessoas ainda aguardam suas audiências. E um deles, o australiano Colin Russell, teve a prisão estendida por três meses.

"As imagens da nossa querida amiga Ana Paula saindo do Centro de Detenções é algo que milhões de pessoas ao redor do mundo vão receber como sinal de esperança. Esperamos que os outros 29 guerreiros tenham o mesmo destino, que possam voltar para suas famílias e que sua mensagem pelo Ártico alcance as pessoas", afirmou o diretor executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo. "Porém, nenhum de nossos amigos estará, de fato, em liberdade enquanto as acusações continuarem de pé e enquanto eles não puderem voltar para suas casas".

A situação da brasileira é um dos principais temas do encontro entre o chanceler Luiz Alberto Figueiredo e o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, que ocorre nesta quarta em São Petersburgo.

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