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Ativistas contra mudança climática armam barracas em Londres

O Acampamento Climático terá chuveiros aquecidos com energia solar e banheiros de compostagem

PETER GRIFFITHS, REUTERS

26 Agosto 2009 | 12h37

Reivindicando a reforma da economia mundial para ajudar a salvar o planeta, ambientalistas se reuniram em Londres na quarta-feira para um acampamento de uma semana de duração que deve representar um dos maiores desafios para a polícia londrina desde as manifestações do G20.

 

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O evento começou tranquilamente, mas seus organizadores disseram que podem lançar ações diretas contra o governo, empresas e instituições financeiras que acusam de não fazer o suficiente para combater o aquecimento global.

Um porta-voz do Acampamento Climático, Kevin Smith, disse que os manifestantes poderão ocupar repartições, acorrentar-se a edifícios ou obstruir ruas.

Os manifestantes esperam intensificar a pressão sobre políticos antes das negociações climáticas internacionais cruciais marcadas para dezembro, na Dinamarca.

Centenas de manifestantes se reuniram em seis pontos espalhados por Londres, incluindo o Banco da Inglaterra, para aguardar a divulgação do endereço do acampamento, que estava sendo mantido em segredo para não alertar a polícia.

Mais tarde, se dirigiram para Blackheath, um parque a três quilômetros ao sul do distrito financeiro de Canary Wharf.

O Acampamento Climático terá chuveiros aquecidos com energia solar, banheiros de compostagem, cozinhas e um playground para crianças, disseram organizadores dos protestos. Assessores jurídicos estarão a postos para aconselhar os manifestantes sobre como lidar com a polícia e para tomar medidas legais diretas.

Haverá workshops diários sobre aquecimento global, economia e protestos, além de ioga e meditação.

A polícia manteve postura discreta diante do banco central inglês, onde cerca de cem manifestantes com mochilas e barracas conversavam em grupinhos.

A polícia de Londres foi fortemente criticada pela maneira como lidou com os protestos na reunião do G20, em abril, nos quais um jornaleiro morreu depois de ser empurrado por um policial durante manifestação perto do banco central.

Duzentos policiais adicionais foram convocados de todo o país para formar uma força de 500 homens para cobrir o acampamento, que a polícia estima que deve atrair entre mil e 1.500 ativistas.

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