Ameaça de tarifas comerciais sobre CO2 irrita a Ásia

A China, maior emissor de CO2 do mundo, disse que tarifas sobre o carbono ferem as regras

Reuters,

03 Julho 2009 | 15h14

China e Índia atacaram duramente nesta sexta-feira, 3, a possibilidade de os Estados Unidos  imporem tarifas à importação de produtos cuja produção envolva grandes emissões de gases causadores do efeito estufa.

 

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A ameaça do protecionismo verde provavelmente causará incômodos na reunião do G8 prevista para a próxima semana na Itália, e na cúpula das 17 maiores economias. Também representa uma preocupação crescente em meio às negociações das Nações Unidas para um novo acordo de combate à mudança climática.

 

A China, maior emissor de CO2 do mundo, disse que tarifas sobre o carbono ferem as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e o espírito do acordo ainda vigente contra o efeito estufa, o Protocolo de Kyoto.

 

Essas tarifas viriam a "prejudicar seriamente os interesses dos países em desenvolvimento" e "perturbar a ordem do comércio internacional", disse nota do Ministério do Comércio.

 

Embora não faça referência direta aos EUA, os comentários chineses surgem uma semana depois de a Câmara de Representantes do Congresso americano ter aprovado a Lei de Segurança e Energia Limpa, que inclui as chamadas "equalizações de carbono", com previsão para entrar em vigor a partir de 2025.

 

As propostas de "tarifas verdes" têm o objetivo de dar aos países ricos meios de proteger sua indústria doméstica, que teme que o preço de mudar processos para evitar emissões de CO2 torne seus produtos mais caros que os da concorrência.

 

"Ficamos completamente surpresos e muito desapontados pelo desenvolvimento. Esta é uma tentativa de trazer comércio e competitividade às negociações ambientais", disse um importante negociador indiano para as questões climáticas.

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