Alunos de Angra participam de atividades culturais na Semana do Meio Ambiente

Eletrobras Eletronuclear promove atividades; ideia é conscientizar crianças sobre questões ambientais

Agência Brasil

30 Maio 2011 | 14h47

Para marcar o Dia Mundial do Meio Ambiente, no próximo domingo, dia 5, a Eletrobras Eletronuclear promove a partir de hoje, dia 30, a nona edição da Semana do Meio Ambiente. A programação prevê diversas atividades culturais, educacionais e esportivas com alunos da rede pública de Angra dos Reis, município do litoral sul fluminense, onde estão instaladas as usinas nucleares Angra 1 e 2.

 

De acordo com o coordenador do evento, Ricardo Donato, o objetivo é sensibilizar e conscientizar a população sobre as questões ambientais. Ele explicou que o tema das atividades deste ano segue a declaração da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) estabelecendo 2011 como Ano Internacional das Florestas.

 

“Queremos aproveitar esse momento para aproximar as pessoas do meio ambiente e fazê-las refletir. Alguns podem dizer que temos menos a comemorar e mais a nos preocupar, mas a verdade é que hoje temos mais consciência dos problemas ambientais do que tínhamos há dez, 15 anos e isso é muito bom. Os eventos têm esse objetivo também: de fazer cada um pensar na forma que pode contribuir para a sustentabilidade do planeta”, afirmou.

 

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Entre as atividades previstas para esta semana estão visitas ao Projeto Pomar, coordenado pelo Instituto de Ecodesenvolvimento da Baía da Ilha Grande (IED-BIG) e apoiado pela Eletronuclear, que incentiva o cooperativismo na área da cultura de espécies nativas de moluscos como ostras, mariscos e, principalmente, coquilles Saint-Jacques, também conhecido como Vieira, iguaria de alto valor comercial.

 

Os estudantes poderão, ainda, participar de uma caminhada pela Trilha Porá - área de Mata Atlântica preservada pertencente à empresa; e pela Trilha Arqueológica de Piraquara, que abriga marcas deixadas por povos pré-históricos; e conhecer o funcionamento da Central de Compostagem, onde resíduos vegetais da companhia, como galhos, folhas e capim são transformados em adubo.

 

Para o presidente da Associação de Pescadores de Angra dos Reis, José Carlos Pedrosa, é importante despertar a consciência ambiental da população, principalmente nos mais jovens. Segundo ele, a falta de compromisso com a sustentabilidade levou muitos pescadores da região a praticar a pesca predatória.

 

“Os pescadores vivem há muitos anos da atividade na região, mas a pesca estava muito desordenada. Alguns usam até arrastão, que destrói o pescado. Então são importante ações de conscientização para proteger o ambiente de onde tiramos nosso sustento”, afirmou.

 

De acordo com Pedrosa, há cerca de 10 mil pescadores na região de Angra dos Reis.

 

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