Agência Internacional de Energia pede novas políticas contra aquecimento

Atuais políticas podem aumentar a temperatura em 3,5ºC, diz representante da AIE

Efe

03 Dezembro 2012 | 16h22

PARIS - A Agência Internacional de Energia (AIE) advertiu nesta segunda-feira, 3, que as atuais políticas levariam a um aumento de 3,5º C na temperatura média do planeta, o que traria consequência ruins, de dimensões imprevisíveis.

"Claramente as emissões de carbono têm de ser reduzidas fortemente e o setor energético tem que assumir um papel-chave", e a primeira coisa a fazer é os governos promoverem tecnologias mais eficientes, destaca Maria van der Hoeven, diretora-executiva da AIE.

Em uma mensagem dirigida a Conferência do Clima da ONU, realizada em Doha, Van der Hoeven defendeu a aprovação de políticas que promovam os processos que geram pouco dióxido de carbono (CO2). Paralelamente, ela pediu que os dispositivos que favorecem um uso ineficaz da energia, como os subsídios aos combustíveis fósseis, sejam eliminados.

A diretora-executiva disse que "cada vez é mais urgente uma rápida transição para um sistema energético global mais seguro e sustentável" e explicou que as análises da AIE apontam que ficar abaixo dos 2ºC de aquecimento fica mais caro e difícil a medida que o tempo passa e nada é feito.

Além disso, ela afirma que com as políticas anunciadas até agora, o aumento da temperatura mundial poderia ficar em 3,5ºC, o que provocaria, por exemplo, o derretimento do permafrost, a camada de gelo permanente da superfície da região ártica, com consequências "imprevisíveis".

Van der Hoeven diz ainda que um aumento maior a 2ºC poderia afetar negativamente a oferta de energia. Em resumo, "nossa segurança energética poderia estar ameaçada".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.