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À véspera do fim da COP, choro e apelo por ação imediata

Giovana Girardi, Enviada especial

06 Dezembro 2012 | 19h 11

Yeb Saño, chefe da delegação das Filipinas, foi o responsável pelo momento mais emocionante de toda a conferência

DOHA - Para nações que já estão enfrentando eventos extremos, a falta de decisão e ambição estão levando ao desespero. Yeb Saño, chefe da delegação das Filipinas - que acabam de ser afetadas por um mega tufão, com a morte de mais de 475 pessoas - chorou ao se direcionar à plenária da COP e chegou a arrancar lágrimas de quem estava presente. Foi o momento mais emocionante de toda a conferência.

"Estamos sofrendo, há uma massiva devastação ocorrendo em meu país, milhares de pessoas sem casa. Nós nunca tínhamos enfrentado um tufão, nunca tínhamos enfrentando uma tempestade como essa em meio século", afirmou em reunião que discutia Protocolo de Kyoto, para na sequência implorar por mais ação. 

"Faço um urgente apelo, não como negociador, não como líder da minha delegação, mas como filipino. Apelo ao mundo inteiro, a todos os líderes, para que abram seus olhos para essa realidade que enfrentamos. Apelo aos ministros. O resultado do nosso trabalho não é a respeito do que os políticos querem, mas o que é demandado por 7 bilhões de pessoas. Eu apelo: não mais atrasos, não mais desculpas. Por favor, deixem Doha ser lembrada como o lugar onde encontramos vontade política para transformar as coisas. E deixe 2012 ser lembrado como o ano em que o mundo encontrou a coragem de assumir a responsabilidade pelo futuro que queremos. Se não formos nós, quem? Se não for agora, então quando? Se não aqui, onde?"