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2016 deverá ser ano mais quente já registrado, diz organização

Neste ano, foram observadas concentrações de dióxido de carbono excepcionalmente altas e todos os recordes de temperatura foram quebrados

AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

16 Setembro 2016 | 21h32

O ano de 2016 está caminhando para se tornar o mais quente já registrado na história, de acordo com alerta divulgado nesta sexta-feira, 16, pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). “Temos sido testemunhas de um prolongado período de extraordinário calor e tudo indica que essa se tornará a nova regra”, afirmou o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas. Segundo ele, neste ano foram observadas concentrações de dióxido de carbono excepcionalmente altas e todos os recordes de temperatura foram quebrados.

Essa situação, associada ao aquecimento dos oceanos, acelerou o branqueamento de recifes de corais, segundo Taalas. “A temporada excepcionalmente grande de aquecimento global continuou em agosto, que bateu o recorde de calor tanto na superfície terrestre como na dos oceanos”, disse a porta-voz da OMM, Claire Nullis, considerando os dados da Nasa e do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo. De acordo com informações mais recentes, a superfície de gelo no Ártico alcançou sua extensão mínima no verão do Hemisfério Norte no dia 10 deste mês, tornando-se a segunda menor já registrada nos últimos 37 anos, quando começaram as medições por satélite. A situação atual da superfície de gelo é comparável com a que foi observada no mesmo período em 2007. 

Segundo Nullis, a extensão de gelo no Ártico foi de 4,14 milhões de quilômetros quadrados e se acredita que a situação só não foi pior porque o verão nessa parte do mundo foi mais fresco e nublado que o normal. “Historicamente, essas condições meteorológicas desaceleram a perda de gelo durante o verão”, disse Nullis.

Recorde. A menor superfície de gelo no Ártico foi registrada no dia 17 de setembro de 2012, quando chegou a 3,39 milhões de quilômetros quadrados. 

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