Gianluigi Guercia/AFP
Gianluigi Guercia/AFP

11 estatísticas que mostram o tamanho da pobreza no mundo

Estima-se que 1,1 bilhão de pessoas deixaram a pobreza no mundo desde 1990, segundo a ONU

O Estado de S.Paulo

04 Outubro 2017 | 12h25

O fim da pobreza extrema em todos os países no mundo é o primeiro Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a Agenda 2030. No topo da lista de prioridades da entidade, o desafio de erradicar a miséria já contou com avanços nas últimas décadas. Estima-se que 1,1 bilhão de pessoas deixaram a pobreza desde 1990.

Abaixo, listamos 11 estatísticas que ajudam a explicar a dimensão da miséria no mundo.

1. Uma em cada dez pessoas, ou 767 milhões no mundo todo, sobrevivem com menos de US$ 1,90 por dia, segundo a mais recente estimativa do Banco Mundial sobre pobreza e crescimento econômico.

2. A pobreza entre trabalhadores é mais comum entre jovens de 15 a 24 anos. Cerca de 16% de trabalhadores nessa faixa etária vivem abaixo da linha da pobreza, ganhando menos de US$ 1,90 por dia, enquanto 9% dos adultos estão na mesma situação.

3. A região da África Subsaariana concentra mais pessoas em situação de pobreza extrema do que todo o resto do mundo. São cerca de 388 milhões, o que corresponde a mais de 40% da população local.

4. A maior parte dos pobres no mundo vivem em áreas rurais (80%), têm menos de 14 anos (44%), não têm educação formal (39%) e são empregados na agricultura (65%), aponta o relatório.

5. Cerca de 1,1 bilhão de pessoas saíram da pobreza desde 1990, quando uma em cada três pessoas vivia nessa situação.

6. Nas últimas três décadas, a diminuição da pobreza extrema ocorreu de forma mais rápida nas regiões do Sul Asiático, no Leste Asiático e no Pacífico. China, Indonésia e Índia se destacam na diminuição deste problema, segundo o Banco Mundial.

7. Apesar de ter apresentado melhora nos índices, a região do Sul Asiático tem o segundo maior número de pessoas na miséria. São 256 milhões de pessoas na pobreza extrema, ou 15% da população local.

8. Em países pobres, uma a cada cinco pessoas recebe algum tipo de assistência ou benefício de proteção social. Já em nações de renda média e alta, duas a cada três recebem esse tipo de auxílio, segundo o último relatório da ONU sobre o cumprimento dos ODS.

9. No Brasil, a desigualdade social piorou. Segundo o último relatório da ONU sobre o tema, o País caiu 19 posições na classificação que corresponde à diferença de renda entre ricos e pobres, na comparação entre 2014 e 2015. Foi a primeira vez que o indicador social do IDH brasileiro piorou desde 1990, quando o levantamento começou a ser publicado anualmente.

10. Entre 2014 e 2015 a proporção de pessoas vivendo na pobreza extrema no Brasil cresceu de 2,8% para 3,4%, e já atinge 6,8 milhões de pessoas, segundo dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (Pnad). O Banco Mundial estima que o número de miseráveis no País pode aumentar para 4,2% até o fim de 2017, e atingir um total de 8,5 milhões de indivíduos.

11. Até o final de 2017, o Brasil pode ter um aumento de 2,5 milhões a 3,6 milhões de pessoas que passarão a viver abaixo da linha da pobreza, segundo estimativa do Banco Mundial. Na hipótese mais otimista, segundo o estudo, a pobreza moderada atingiria 9,8% da população, ou 19,8 milhões de pessoas. A linha de pobreza moderada utilizada para os cálculos foi estipulada como 140 reais per capita por mês. Para a pobreza extrema, a média é de R$ 70 por pessoa em um mês.

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