Carro pra quê?

Tania Valeria Gomes

12 Março 2012 | 00h32

Lembra aquela época da sua adolescência que você não via problema em distâncias para chegar onde queria? Sua mãe dizia que era muito longe, mas você protestava: “Imagina, mãe, vou só pegar um ônibus até o metrô, fazer uma baldeação, descer na estação X e de lá é só uma lotação. É rapidinho”.

Não ter carro não era problema, isso não te segurava em casa, assim como a falta de gasolina nos postos de combustíveis.

Mas chegou aquele momento em que você tirou sua habilitação, comprou um carro e, bom, esqueceu de todas as outras alternativas de transportes.

Com a greve dos caminhoneiros em São Paulo na última semana tive a oportunidade de ouvir várias pessoas dizendo que não poderiam sair para este ou aquele lugar porque o tanque estava quase vazio.

Como assim?!

Lembra, existia vida antes do carro, do tablet, do celular. A dependência de todas estas facilidades da vida moderna é fruto da sua cabeça. Claro que o carro pode facilitar em muito suas locomoções, mas isso não quer dizer que sua vida tem que parar ou você tem que se desesperar porque faltou gasolina.

Há transporte público, carona, táxi, bicicleta… Achar um problema para usar como desculpa para não utilizá-los é fácil, mesmo assim é um bom exercício refletirmos sobre como, bem ou mal, eles podem ser úteis como alternativas. Afinal, ficar tão dependente de recursos finitos, como o petróleo, é loucura.

Abaixo, uma dica que recebi do @hvelarde. O documentário “There’s no Tomorrow” fala sobre a impossibilidade de um crescimento infinito em um planeta finito. (em inglês)

Vale a pena.