‘A Hora do Planeta é uma mobilização sem fronteiras’

Tania Valeria Gomes

31 Março 2012 | 12h00

O que você fará entre 20h30 e 21h30 deste sábado? Eu vou participar, mais uma vez, da Hora do Planeta. Este movimento, que celebra hoje a quarta edição no Brasil, é um alerta sobre a importância de se repensar velhos hábitos e refletir sobre como podemos caminhar em direção a um mundo melhor.

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Neste ano, 24 capitais brasileiras vão aderir ao movimento, três são estreantes: Porto Velho/RO, Macapá/AP e Boa Vista/RR. Em todo o País, 546 monumentos terão suas luzes apagadas. A diretora da Hora do Planeta, da WWF-Brasil, Regina Cavini, comemora a adesão. “Com um total de 24 capitais, a gente bate o número do ano passado, é um sinal de que o movimento está crescendo, de que as pessoas e as prefeituras, principalmente, querem realmente participar.”

 
Orla de Copacabana, no Rio, e Ponte Estaiada, em São Paulo, apagadas na Hora do Planeta 2011.

Na avaliação de Regina, a Hora do Planeta é mais uma forma das pessoas se conectarem e lembrarem que estamos todos no mesmo barco. “Às vezes a gente esquece que está numa aldeia global e que o que eu faço aqui acaba impactando o outro que está do outro lado, que o que um país faz acaba impactando em outro. A Hora do Planeta é uma mobilização sem fronteiras.”, disse.

Sem fronteiras e sem limites terrestres. Neste ano, o embaixador da WWF na Estação Espacial Internacional, o astronauta André Kuipers, participará da Hora, mas de um jeito bem peculiar. Ele “olhará por (ou para) nós” lá do espaço. A ideia é saber se o apagar de luzes aqui na Terra cria um efeito significativo, capaz de ser observado de longe.

No Brasil, o evento oficial da Hora do Planeta ocorre no Arpoador, Rio de Janeiro, a partir das 17h. Lá haverá oficinas, exibição de vídeos, música e apresentações de dança e circo. As pessoas estão convidadas a irem até lá refletirem juntas.

“O objetivo é pensar o que é que eu faço hoje e o que eu posso fazer além deste momento. O ‘além da Hora’ é importante. A gente não é ingênua de achar que uma hora vai fazer diferença (no consumo de energia), mas este é o primeiro passo para você pensar em como pode mudar os seus hábitos. Porque a Hora do Planeta é toda hora. Este é um momento de reunião e de congregação para você saber que tem outras pessoas que estão querendo cuidar da natureza como você”, diz Regina.

O número de países que aderiram este ano aumentou, são 147 contra 135 no ano passado. Entre os “novatos” estão Líbia, Argélia e Butão. Mais de 5 mil cidades e vilas participarão do movimento.Vários monumentos no mundo todo terão suas luzez apagadas, entre eles podemos citar a Torre de Tóquio, a Grande Muralha da China, o Estádio Nacional de Pequim (Ninho de Pássaro), o Museu da Líbia, a Torre Eiffel, o Louvre, o Portão de Brandenburgo, a Torre de Pisa, a cúpula da Basílica de São Pedro no Vaticano, o Palácio de Buckingham, o Big Ben, o Cristo Redentor, o Monumento às Bandeiras, o Teatro Municipal (SP), Times Square e o Empire State Building.


Crianças participam da Hora do Planeta de 2011 na África do Sul. Ao lado, a Torre Eiffel apagada.

Para aqueles que ainda não tinham ouvido falar da Hora do Planeta, Regina deixa o recado: “Se você é uma pessoa que entende a importância da natureza na sua vida e na vida de outras pessoas, se você está conectado com a ideia de que a gente não pode viver sem a natureza, que a gente não pode viver sem a qualidade de água, de ar, enfim, de vida, você deve se mobilizar na Hora do Planeta, você deve apagar as luzes porque só assim, a partir de um posicionamento individual, principalmente, a gente vai conseguir cobrar das pessoas, dos nossos governantes, medidas mais concretas para cuidar do planeta.”

Podem contar comigo!